PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

POR UM JORNALISMO MELHOR

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segunda-feira, dezembro 29, 2008

SÓ TEXTOS

Ano Novo, Vida (vamos lá a ver se...) Nova.
Bom ano, bom ano.
E, devagarinho, retomamos trabalhos. A ver se a vida é nova no novo ano.

ACAMARRADOS, o belíssimo texto de Enda Walsh que estreámos em 2008, volta agora para quase um mês de representações no Teatro Municipal de Almada.

E, no Teatro Sem Fios, da Antena 2, continuamos. Agora, já no dia 5, apresentamos um inédito, UM HOMEM FALIDO de David Lescot, que está no nosso programa de 2009 (assim o aprove a Dgartes).

E daqui a dias começamos a trabalhar Pirandello. Daremos notícias.

recebido de ARTISTAS UNIDOS
Rua de Campo de Ourique, 120
1250-062 LISBOA
Tel/Fax: (00351) 213 876 078

info@artistasunidos.pt
www.artistasunidos.pt

domingo, dezembro 28, 2008

PROVEDORIAS, no DN, ontem

Li, com interesse, esta crónica de Mário Bettencourt Resendes. Evoca um nome importante do jornalismo, sugere leituras e visionamentos, aflora as engrenagens do produção televisiva, deixa um "recado" aos jornalistas. O Estatuto do Provedor dos Leitores do DN fez bem em dar liberdade ao provedor deste escrever sobre outros assuntos que não a resposta directa a problemas levantados pelos leitores.

BOA NOITE E BOA SORTE
Mário B. Resendes
provedor@dn.pt

Edward R. Murrow é um dos nomes míticos dos anais do jornalismo. Pertence a um grupo de profissionais - não tão restrito como hoje alguns pretendem... - que nunca transigiu nos princípios de independência e rigor e teve ainda o privilégio de contribuir, com o seu magistério de testemunha activa e interveniente, para que a história da liberdade seguisse rumos menos sombrios.

Como correspondente da CBS (rádio), Murrow transmitiu para milhões de norte- -americanos a corajosa resistência do povo de Londres aos bombardeamentos e à destruição provocada pela aviação nazi. Deve-se-lhe, sem dúvida, uma quota-parte da mudança no estado de espírito da opinião pública do seu país relativamente à hipótese de entrada na guerra.

Os créditos de Murrow vão, no entanto, bem mais longe. Numa altura em que se contesta - reconheça-se que com alguma pertinência... - a qualidade do jornalismo dos nossos dias, o provedor permite-se sugerir que se aproveite alguma das pausas desta época do ano para o visionamento do filme (disponível em DVD) Boa noite e boa sorte (Good night and good luck), as palavras com que, invariavelmente, terminava o seu programa semanal de informação See it Know e que se tornaram numa espécie de "imagem de marca" do jornalista.

O filme, uma incursão de George Clooney nos domínios da realização, está longe de ser uma obra-prima, mas tem o mérito de documentar, com apreciável rigor histórico, o episódio mais significativo da carreira de Murrow: a sequência de programas que teve um papel decisivo na queda do sinistro senador Joe McCarthy e da sua campanha de "caça às bruxas", que tanto sofrimento e injustiça causou em vários sectores da sociedade norte-americana, nomeadamente nos meios intelectuais e artísticos.

Para todos os que se interessam pela temática, será útil completar o filme com a leitura de algum material sobre a vida de Murrow, por exemplo, a biografia, relativamente condensada (160 páginas) da autoria de Bob Edwards (Edward R. Murrow and the Birth of Broadcast Journalism - Edições Wiley Turning Points, Nova Jérsia, EUA, 2004).

Murrow não se limitou (como se fosse pouco...) a ser um jornalista corajoso e imune a pressões de toda a ordem. Foi ainda um precursor em vários domínios técnicos (algumas das suas inovações são, ainda hoje, parte do dia-a-dia da televisão), fez, com pleno êxito, a transição da rádio para a televisão e contribuiu, com as opções de conteúdo "sério" dos seus programas, para sensibilizar audiências alargadas para a importância de questões incómodas, que muitos gostariam que passassem à margem das atenções do grande público.

Deve sublinhar-se que os êxitos de Murrow foram possíveis também porque teve um apoio sólido do fundador da CBS e presidente executivo da estação, o seu amigo pessoal Bob Paley, que não vacilou em alturas cruciais, nomeadamente nos programas sobre McCarthy.

Como em quase todas as histórias, esta também tem o seu reverso negativo, que remete, curiosamente, para lições que, mais de meio século depois, têm hoje plena actualidade. A entrada da CBS na bolsa criou à Paley novas preocupações face à reacção de accionistas e anunciantes perante a controvérsia dos programas de Murrow. A relação entre os dois amigos, pressionada pe-la procura de audiências e de receitas, deteriorou-se e não sobreviveu a ditames que são histórias bem conhecidas da informação televisiva dos tempos que correm.

O programa de Murrow começou por ser afastado do horário nobre e foi posteriormente eliminado. Num desenvolvimento que também não é uma originalidade contemporânea, Murrow - na altura já com a saúde gravemente debilitada - aceitou um convite do presidente Kennedy para presidir à USIA, a agência de informação oficial do Governo norte-americano. Trágica ironia: o jornalista que tinha sido um símbolo de independência face a todos os poderes passou a ter como missão o condicionamento da "informação oficial".

A reputação de Murrow sobreviveu, mesmo assim, a essa surtida no outro lado da barreira. Morreu no dia 27 de Abril de 1965, com 57 anos, e o seu legado profissional merece figurar nas páginas nobres da história do jornalismo: "Boa noite e boa sorte."

P.S. - Fonte que merece todo o crédito ao provedor assegura que não é exacta a transcrição, feita na coluna da última semana, de palavras atribuídas à ministra da Saúde, de pretensa censura a um jornalista da RTP. Assim sendo, é devido um pedido público de desculpas à visada.

A todos os leitores, o provedor deseja um excelente 2009 (assim o permita a crise...), de preferência preenchido com leitura de qualidade, jornais incluídos.

PROVEDORIAS, no Público

Num dos textos de leitores evocados por Joaquim Vieira escreve-se: "...embora não surpreendente no PÚBLICO, que na actualidade faz mais política do que notícias." José Manuel Fernandes contesta "Duas coisas são porém certas: nem o PÚBLICO representa os professores, nem faz política." A primeira está certa mas a segunda não. O Público, como outros jornais, fazem política. E a afirmação do leitor é a de que o Público, no tempo presente, faz mais política do que notícias. Ou seja, pelo menos o leitor quer dizer que as notícias são poucas. É uma crítica que ocorre com frequência ao Público e, a meu ver, justa.

Um jornal analisado à lupa
Joaquim Vieira Provedor do leitor

Dada a hipersensibilidade da sociedade portuguesa ao tema, multiplicam-se críticas pela cobertura do conflito da educação

Com o extremar de posições no conflito entre o Governo e os professores (ou os sindicatos de professores, como - ver-se-á mais à frente - haja quem prefira dizer), tudo o que se publica sobre a matéria acaba lido à lupa.
A leitora Catarina Cachapuz, por exemplo, contesta que o PÚBLICO escreva, na entrada do artigo "Professores que estão perto da reforma não vão ser avaliados", na pág. 5 da edição de 18 deste mês, que "as férias começam amanhã [sexta-feira antes do Natal]": "Tal afirmação é errónea e pode levar a opinião pública a pensar que esta classe profissional entrará de férias. De facto, é verdade que as aulas terminam hoje (dia 18) e que a partir de amanhã os alunos estarão de férias. Os professores continuarão nas escolas a trabalhar na avaliação dos alunos relativa ao 1.º período lectivo. Na escola onde lecciono (Secundária c/3 Aurélia de Sousa, no Porto), este processo inicia-se no dia 18 às 18h45 e só termina a 23. De referir que, para evitar que a 24 de Dezembro ainda seja necessário estar a trabalhar, vamos efectuar reuniões de conselho de turma de avaliação no sábado [20] durante todo o dia. Estes factos podem ser confirmados junto de qualquer escola."
Contrariando o jornalismo canónico, a frase consta da entrada mas não do corpo da notícia, pelo que não se sabe se o editor pretendia referir-se ao descanso dos alunos (as "férias escolares") ou dos professores - embora, por associação, se possa entender tratar-se do corpo docente. De qualquer modo, a reacção da leitora não deixa de reflectir a hipersensibilidade com que se encara hoje o tema do ensino nos órgãos de informação.
O mesmo se passa com a reclamação de Jorge Gonçalves perante a manchete de 21 de Novembro, "Ministra recua, professores não", sobre as propostas governamentais de simplificação do modelo de avaliação dos docentes: "A manchete tem um erro grosseiro. Dou de barato a parte 'Ministra recua'. É interpretação do jornal sobre as medidas anunciadas pela ministra da Educação, interpretação de que aliás discordo. Mas nem é essa liberdade interpretativa (que roça a intromissão editorial do jornal no próprio debate político) que me choca mais. É a parte seguinte: 'professores não'. Deveria antes ler-se aí 'sindicatos não'. O PÚBLICO 'fala' pelos professores? Representa-os? Presume que a posição dos sindicatos é comum a todos os professores? Ou acha que 'sindicatos' e 'professores' significam o mesmo? Certamente não acha, por isso esta manchete é particularmente criticável - embora não surpreendente no PÚBLICO, que na actualidade faz mais política do que notícias."
"O leitor levanta dois problemas em relação a essa manchete", responde o director do PÚBLICO, a quem o provedor solicitou uma explicação. "Curiosamente, outros leitores têm levantado problemas de sentido diferente, ou mesmo oposto. A manchete parece ter funcionado como a história do copo meio cheio e do copo meio vazio. Quando a escolhi - e fui eu que a escolhi - pareceu-me uma descrição factual do que se estava a passar (a ministra alterara algumas das regras que antes dissera inalteráveis), mas os professores continuavam intransigentes. O resultado foi que alguns apoiantes da ministra viram no termo 'recua' uma conotação negativa e alguns professores viram na formulação do título um sinal de que estaríamos a acusá-los de intransigência."
Prossegue José Manuel Fernandes: "Face ao clima político do momento, antevi ambas as leituras, mas considerei que isso não impedia que o título estivesse correcto, provavelmente podendo resultar mais desfavorável aos professores: havia muitos comentários contra a sua intransigência e a ministra abrira uma porta (...). Já quanto a utilizar o termo 'professores' e não 'sindicatos', desde início que as indicações dos nossos jornalistas apontavam para uma luta onde tinham sido os professores a 'empurrar' os sindicatos, e não a banal luta sindical como as que juntam umas centenas de pessoas à frente do ministério. As duas manifestações e os níveis de adesão à greve são tão fora do comum que ultrapassaram muito a capacidade habitual de mobilização dos sindicatos e abarcaram muitos, mas mesmo muitos, professores não sindicalizados. Mas mesmo que não fosse essa a leitura o título não deixaria de estar correcto, a não ser que demonstrássemos que a plataforma sindical não representava os professores. Se representa - e é o que se espera que aconteça se respeitamos o movimento sindical, concordemos ou não com as suas reivindicações -, escrever 'sindicatos' ou 'professores' é tão diferente como, por exemplo, escrever 'PS' ou 'socialistas'".
E remata: "Duas coisas são porém certas: nem o PÚBLICO representa os professores, nem faz política. Mas faz as leituras da realidade que tenta que sejam o mais possível correctas e equilibradas, assim como abre espaço para opiniões diferentes sobre essa mesma realidade."
O provedor considera estas explicações adequadas ao estatuto editorial do jornal, nada encontrando de objectável na manchete e parecendo-lhe a reclamação, de novo, fruto do radicalismo que se apossou da opinião pública acerca do conflito da educação.
Recuando mais dois meses, temos outra reclamação relacionada com este grande tema nacional de 2008, do leitor Henrique Pereira: "Ontem, 10 de Setembro, no PÚBLICO [em manchete], 85 professores diziam o que 'vão fazer para melhorar a escola'. O PÚBLICO omite se são professores de escolas públicas ou privadas. Hoje, 11 de Setembro, no PÚBLICO [págs. 8/9 do P2], 76 crianças 'dizem o que esperam da escola dos crescidos'. Curiosamente, uma significativa maioria das crianças [59, segundo a contagem do provedor] frequentam o ensino privado. Como explicam a diferença de critérios de identificação? Por que razão a amostra das crianças é tão desequilibrada?"
O provedor considera a observação pertinente. Embora os trabalhos tenham sido elaborados por jornalistas diferentes para diferentes áreas do jornal, o conceito é idêntico (somatório de fotos de cada depoente, com a sua frase ao lado), pelo que o critério de identificação também o deveria ser. Não que venha daí grande mal, mas na perspectiva do leitor seria mais interessante saber onde leccionava cada um dos professores contactados, o que aliás podia até certo ponto ajudar a compreender melhor o seu depoimento.
Quanto à distribuição dos alunos, sabendo-se que quatro em cada cinco jovens portugueses do pré-primário ao secundário estão no ensino público, não há dúvida acerca do grande desequilíbrio da amostra. Embora longe do rigor da ciência estatística, seria interessante que se tivesse procurado uma distribuição das crianças proporcional à estratificação do universo que era suposto representar-se.
Ainda antes do agravamento do conflito já se manifestavam susceptibilidades, como a do leitor Ricardo Sardo, sobre a manchete de 8 de Abril, relativa às novas normas do concurso para professor titular: "A Fenprof acusava este diploma de ser totalmente inconstitucional. Decisão do TC [Tribunal Constitucional]: com excepção de uma única norma, o diploma (...) está conforme com a Constituição. Primeira página do jornal: 'Concurso para professor titular com norma inconstitucional.' Diz-nos o Código Deontológico dos Jornalistas Portugueses (...): '1. O jornalista deve relatar os factos com rigor e exactidão e interpretá-los com honestidade. (...) A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.' Qualquer pessoa interpreta a decisão do TC como tendo sido favorável ao Ministério da Educação e desfavorável às pretensões da Fenprof. A que deu mais importância o jornalista? Ao único ponto desfavorável ao ministério."
Deve esclarecer-se que o TC não actuou com base numa participação da Fenprof contra a totalidade do diploma em questão, mas sim a partir do pedido de verificação de constitucionalidade de três dos seus artigos apresentado por um grupo de deputados. É do ponto de vista noticioso mais relevante que o Governo, ao qual compete respeitar a Constituição, tenha violado a lei fundamental em um terço das normas contestadas do que a tenha cumprido nos outros dois terços. À lupa do provedor, parece assim correcta a opção da manchete.
a O jornalismo deveria possuir como uma das suas obrigações éticas a pedagogia da língua em que se exprime. Ou seja, no nosso caso, cada órgão de informação tinha o dever de se constituir como reduto de bom português. Coisa que quem lê jornais sabe nem sempre acontecer, até quando a matéria se relaciona com educação. Repare-se nesta passagem do artigo "Estar sempre muito à frente", sobre um dos docentes que este ano foram distinguidos com o Prémio Nacional de Professores, publicado na pág. 7 do P2 de 20 de Dezembro: "Fala sempre na segunda pessoa do plural - o 'nosso' trabalho, 'nós aqui na biblioteca'." A frase foi retomada ipsis verbis, com o erro que os leitores já terão detectado, para destaque. Os protestos não tardaram. O leitor Armando Mouta Pinto limitou-se a chamar a atenção, já que o destaque chamou a atenção dele. Quanto a Jorge Falé, foi muito mais acerbo: "É lastimável o modo como o jornal trata a língua portuguesa. (...) Sai um texto assinado por quem ignora a diferença entre as várias pessoas do discurso. Não contente com tal disparate, o jornal, revelando uma revisão deficientíssima, dá destaque à brutalidade linguística. (...) Ocorre perguntar: que tipo de provas de selecção prestam estes profissionais? Quem admite o pessoal não se apercebe das incapacidades destas pessoas? A não ser que o objectivo seja afastar os leitores - aí sim, estão de parabéns." E, em retrospectiva: "A 11 de Dezembro, saiu um texto péssimo, a nível de estudante do primeiro ano de Linguística, que falava da história da língua portuguesa [secção Iniciativas, pg. 46]. É tal a pobreza franciscana da redacção, tão rudimentar a sintaxe, que se espera não corresponda ao nível do projecto que pretende divulgar." Neste caso, o leitor entra na hipérbole, já que uma revisão atenta faria o artigo cumprir a sua função. O que nem sempre se pratica no PÚBLICO, expondo-se assim uma das suas fragilidades.

terça-feira, dezembro 23, 2008

DIÁRIO

Hoje, vou tirar o 4 em 1. Depois conto.

OS MEDIA, O JORNALISMO E NÓS

Maldição? Erro é certamente.

“The New York Times” reconhece ter publicado carta falsa do presidente da Câmara de Paris sobre Caroline Kennedy
23.12.2008 - 09h23

O diário norte-americano “The New York Times” (NYT) admitiu ter publicado uma carta falsa em que o "maire" (equivalente ao presidente de câmara municipal) de Paris, Bertrand Delanoe, supostamente criticava a candidatura de Caroline Kennedy à substituição de Hillary Clinton como senadora.

O “NYT” reconheceu, na sua edição digital, não ter efectuado comprovação suficiente da autenticidade da carta em que alegadamente o presidente da câmara de Paris manifestaria a opinião de que as intenções de Caroline eram “surpreendentes e no mínimo pouco democráticas”.

Caroline Kennedy, filha do Presidente assassinado John Fitzgerald Kenney, manifestou a sua intenção de substituir Hillary Clinton como senadora de Nova Iorque, quando a antiga primeira-dama tomar posse como secretária de Estado.

“Com todo o respeito e admiração que tenho pelo pai da senhora Kennedy, acho a sua pretensão de muito mau gosto e (...) em minha opinião, não está em absoluto qualificada para o lugar da senadora Clinton”, dizia a carta apócrifa.

“Esta carta era falsa e não deveria ter sido publicada”, indica o “NYT” na sua página web, explicando que o documento chegara por correio electrónico e que não se fizeram esforços suficientes para comprovar a sua autenticidade."
Do Público On Line

quinta-feira, dezembro 18, 2008

EM DESTAQUE

Movimentos juvenis e conflitualidade
Elísio Estanque

A ausência de perspectivas de futuro parece estar a induzir um "ressentimento geracional" propício a respostas radicais.

Os recentes distúrbios na Grécia ou os que ocorreram há poucos anos em França, envolvendo milhares de jovens em fúria, podem suscitar a dúvida quanto à possibilidade de uma onda semelhante de agitação social vir a atingir o nosso país.
Apesar de a ideia dos "brandos costumes" permanecer colada à imagem de Portugal, não é preciso recuar muito na nossa história para se constatar que a suposta resignação dos portugueses tem os seus limites. A I República e o 25 de Abril de 1974 deixaram as suas marcas no plano da contestação e do radicalismo político. Muito embora o actual contexto seja bem diferente do desses períodos, a realidade social e económica é sempre um factor decisivo para a eclosão de protestos sociais, independentemente das causas próximas - um excesso, um abuso ou uma morte inocente -, as quais constituem apenas a faísca que pode incendiar a pradaria.
Os movimentos sociais dos anos 60-70 surgiram na sequência de um conjunto de rupturas socioculturais contra a mentalidade convencional, o clima de Guerra Fria, a corrida aos armamentos, as agressões ao ambiente, a segregação sexual, etc., denunciando as insuficiências da democracia representativa. Tudo isto nos países avançados do Ocidente, onde uma economia em crescimento e um Estado-providência forte pareciam garantir um futuro de bem-estar geral. Esses movimentos, animados principalmente por sectores juvenis e escolarizados, filhos das classes médias e superiores, orientavam-se por atitudes e subjectividades pós-materialistas, uma vez que as necessidades materiais estavam asseguradas e eram (ou pareciam ser) irreversíveis.
Ontem, como hoje, uma parte do que anima os movimentos juvenis, como o Maio de 68 em Paris, deriva das condições de emergência que mobilizam os grupos e as comunidades, o que requer a identificação de um opositor, de um "inimigo".
Mas enquanto nessa altura era a consciência política e as autoproclamadas "vanguardas" que assumiam a liderança da luta, neste início do século XXI a acção colectiva perdeu parte do seu conteúdo político. Dito de outro modo, continua em vigor o princípio da "válvula de escape", mas os seus efeitos são politicamente mais incertos. As ondas de protesto e o discurso de indignação que as acompanha, exacerbados por um poder de Estado de cariz autoritário, podem ganhar um efeito mimético de proporções imprevisíveis, se para tal as condições sociais se tornarem propícias.
Ninguém pode prever qual o grau de contágio que o caso grego pode adquirir no resto da Europa. Mas o certo é que a juventude europeia se debate com uma absoluta falta de perspectivas de futuro. Tal imprevisibilidade e em especial as perspectivas sombrias no plano do emprego vêm condenando os jovens licenciados a trabalhos descompensados e mal pagos (a geração dos 500 ou 700 euros), a uma precariedade que se prolonga muito para lá do tolerável. Isto é, sem dúvida, um cenário social bem longe da situação que se vivia nos idos anos 60 do século XX. Hoje, ao contrário daquela década, os problemas e carências materiais (leia-se, ausência de um emprego decente) voltaram a ser a primeira das necessidades por satisfazer.
Nesse aspecto, como em vários outros, a Europa regrediu. Hoje, o movimento estudantil já não exprime um radicalismo de classe média, tornou-se antes expressão do descontentamento de milhares de famílias de escassos recursos, que investiram nos seus filhos para lhes dar uma educação (e um "título" de dr.), mas que agora se encontram no limbo entre a precariedade e o desemprego.
Apesar de a juventude actual se mostrar relativamente indiferente perante a política e a "esfera pública", o consumismo alienante já deixou de ser suficiente para compensar a "privação relativa" com que se confrontam milhares de jovens. Na verdade, a ausência de perspectivas de um futuro condigno (pelo menos tão bom como o dos pais) parece estar a induzir um "ressentimento geracional" que, à falta de medidas adequadas, será propício a respostas radicais e a uma agitação social envolvendo não só os sectores escolarizados com trabalho precário ou em busca do primeiro emprego mas, porventura atrás deles, outros segmentos sociais igualmente empurrados para as margens da sociedade.
Sociólogo, Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra
Público, hoje

terça-feira, dezembro 16, 2008

SÓ TEXTOS

Gospel Choir

20 Dezembro 2008 | 21h30
no INSTITUTO FRANCO-PORTUGUÊS (IFP)

Anunciando o Natal que está mesmo aí à porta, o Ondajazz e IFP apresentam, dia 20 de Dezembro às 21h30, na sala de espectáculos do Instituto Franco-Português(Av. Luís Bívar, 91 em Lisboa), o “The Gospel Choir”, um grupo formado em 2005 pelo músico, compositor e produtor Theo Pascal.
“The Gospel Choir” conta com as vozes Gospel de Tó Cruz, Orlanda Guilande, Mário Marta, Carmen Souza, todos eles com vasta experiência a nível nacional e internacional e os músicos : Theo Pascal (baixo e direcção musical), Paulo Sérgio (piano) e Paulo Rosa Martins (bateria).
Bilhetes: 7€ à venda no próprio dia a partir das 20h30, no IFP.


Recebido do IFP

SÓ TEXTOS

Apresentação "Estudos do Século XX"

O Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra - CEIS 20, vai apresentar, no próximo dia 17 de Dezembro de 2008, pelas 18h00 na Sala D. João III do Arquivo da Universidade de Coimbra o nº 8 da revista Estudos do Século XX, dedicada ao tema "Cultura: Imagens e Representações", coordenado pelo Prof. Doutor Vítor Neto. A apresentação será feita pelo Prof. Doutor Norberto Cunha da Universidade do Minho.

"Cultura: Imagens e Representações", a temática geral da revista foi dividida em três dossiês: "Teoria e Imagens, Política, Estética e Ensino, e Literatura, Cultura e Representações.

Colaboram na revista Professores e Investigadores nacionais e estrangeiros de grande reputação, nomeadamente no primeiro tema, Alan Dowty com o título "The Past and Future of Israel", Georges Contogeorgis com "Culture et civilisation. Images et représentation des concepts , Maria Bernardete Ramos Flores, "Sobre a visualidade do Brasil Moderno. Causas e combates pelo "retorno à ordem", Antonio Carlos Peixoto, "Raízes do Liberalismo na Argentina", Isabel Calado, "A crise das Imagens", Heloisa Paulo, "Imagens da Liberdade: os exilados portugueses e a luta pela liberdade na Península Ibérica", Ana Isabel Martins, "Janela entreaberta? Imagens e representações jornalísticas de temas europeus"

Em Política, Estética e Ensino colaboram Massimo Morigi, e Stefano Salmi com o artigo "A esthetica Fascistica II . Tradizionalismo e Modernismo sotto l'ombra del fascio", José Alexandre Cardoso Marques, "Cineastas de entre as duas Grandes Guerras - testemunhos e actores da história mundial da 7ª arte", Fausto Cruchinho, "Vai- e-vem, os dois movimentos de João César Monteiro", Paulo Cunha, "A Comédia Humana segundo Manoel de Oliveira", Isabel Nogueira, "Edvard Munch ou a imagem como intensificadora do real", António Augusto Simões Rodrigues e António Manuel Matoso Martinho, "O Ensino Técnico . Um difícil equilíbrio entre a filosofia educativa, o conservadorismo e a dinâmica económica", Augusto Monteiro, "Heróis do lar, nação católica e rural": os "livros únicos" do ensino primário no Estado Novo", Luís Mota, "Memória(s), imagens do passado e discursos identitários na imprensa escolar durante o Estado Novo" e Clara Isabel Serrano, "Manuais Escolares: " a ponte e a porta" da vida e da cultura"

Integrados no tema Literatura, Cultura e Representações colaboram Fernando Fava, "Mito Sebástico - Realidade e Supra-realidade" Miguel Dias Santos, "O mito da Atlântida nas leituras historiográficas do nacionalismo monárquico", Fernando Tavares Pimenta, "Representações políticas da cultura colonial dos brancos de Angola", José Luís Lima Garcia, "A Literatura de Propaganda Colonial no Portugal Contemporâneo Vintecentista", Sérgio Neto, "Periódicos de temática ultramarina - cultura, propaganda e informação na antecâmara do Estado Novo. O caso do Jornal da Europa (1927-1931)", João Rui Pita, "O 1º Congresso Nacional de Farmácia (Lisboa, 1927) e a Cultura Farmacêutica Portuguesa", Manuel Correia, "Espelho meu...- Ilusão biográfica e ideal historiográfico: a construção de Egas Moniz" e o Dr. José Morgado Pereira, "A Evolução da Cultura Médica: A Revista de Neurologia e Psiquiatria (1888-1889)".

Editada pela Imprensa da Universidade a revista Estudos do Século XX é dirigida pela Prof. Doutora Maria Manuela Tavares Ribeiro.

recebido do Instituto de Estudos Jornalísticos

OS MEDIA, O JORNALISMO E NÓS

CITAÇÃO

"Eu sei que os poetas não têm que entender de economia mas, para mim, que ainda sei menos de contas do que de poesia, uma saída à crise que não responda a estas perguntas é mais do mesmo. Se o inferno é o mundo que vem aí no próximo ano, um pouco mais de retórica não chega para ir à procura das respostas certas."

Miguel Gaspar
Jornalista (miguel.gaspar@publico.pt)


Eu sei que todos os jornalistas e "opinion makers" deveriam ter o seu email acessível aos leitores. Não o publicar é sinal de não perceber os tempos que correm.

OS MEDIA, O JORNALISMO E NÓS

O combinado
Helena Matos

Os jornalistas só existem para fazer perguntas combinadas? Ana Jorge pensa que sim. Nos anos 70, o combinado estava na moda. O combinado era uma refeição ligeira, cujo sabor propriamente dito não interessava nada porque o interesse do combinado estava no aspecto. Aquelas camadinhas de pão de forma torrado, mais as folhas de alface, queijo, fiambre e um ovinho estrelado a rematar eram a estrutura ideal para se desconstruir, enquanto se discutia o último artigo do Sartre ou teorizava sobre a abertura a leste.
Claro que existiam combinados para vários gostos e bolsas mas o que contava no combinado era aquele lado "faz de conta que é refeição mas não é refeição". Ora, o combinado, agora na versão jornalística, está de volta. (Na versão gastronómica será mais difícil. Em primeiro lugar porque o país parece subitamente uma comunidade de gastrónomos e enólogos que saltitam de clubes gourmet para cursos de vinhos e sobretudo porque desde que o muro de Berlim caiu que nada de tão dilemático-desconstrutivo apareceu quanto outrora o foi o marxismo para fazer a humanidade abstrair-se do que mastiga). Quanto ao combinado jornalístico está de facto triunfante, como a ministra Ana Jorge fez o favor de lembrar a um jornalista da RTP: "O quê? O senhor não sabe o que está combinado? Que hoje só pode fazer perguntas sobre esta cerimónia e sobre o plano de combate à sida nas escolas? Ainda por cima é da RTP, a televisão pública, a fazer uma coisa destas. E, depois, logo à noite, não sai a reportagem" - exclamou indignada a ministra da Saúde.
Como é óbvio, quem convoca uma conferência de imprensa é livre de responder ou não às perguntas colocadas e os membros do Governo ali presentes tinham o absoluto direito de lembrar aos jornalistas que estavam ali para falar dum plano de combate à SIDA. Outra coisa bem diversa é que uma ministra pressuponha que os jornalistas estão ali para fazer perguntas combinadas e que a televisão pública tem a obrigação de cumprir com especial desvelo o produto dessa combinação. Mas enfim, a ministra Ana Jorge sabe que lhe basta convocar uma nova conferência de imprensa para anunciar que vai baixar o preço de alguns medicamentos ou torná-los gratuitos para saber que terá uma nova onda de boa imprensa, pois de há muito que ninguém pergunta a um ministro quem paga o que eles dizem ser gratuito ou aquilo que prometem dar.
Contudo, seria excelente que os jornalistas tomassem à letra o raspanete de Ana Jorge e fizessem perguntas a sério, nas centenas de conferências de imprensa organizadas pelo Governo e pelas autarquias para apresentação de outras tantas centenas de planos. Talvez assim se tornasse mais claro que de muitos desses planos (para lá do power point da apresentação, com aquelas frases do costume a exalarem o estilo inconfundível das agências de comunicação) não existe mesmo mais nada para mostrar.
O poder habituou-se a que plano apresentado é plano para os jornalistas divulgarem com o empolgamento acrítico de um serviço de propaganda. Mas não só. O poder conta que plano apresentado é plano que fazemos de conta que existe e sobre o qual não se prestam mais informações além daquelas boas-novas transmitidas nas cerimónias de apresentação. Só essa combinação explica, por exemplo, que o presidente do Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT), João Goulão, nunca tenha sentido a obrigação de explicar o que aconteceu com o Plano de Troca de Seringas nas prisões que teve um insucesso de 100 por cento, uma percentagem que, à excepção da Síria e da Líbia, não é normal em lugar algum do mundo. Não sabemos o que acontece nas cadeias portuguesas para que se verifiquem estes valores de rejeição a um plano que o IDT expôs tão brilhantemente aquando da apresentação e o pior é que o IDT também parece saber pouco ou calar-se sobre o que sabe. Mas sabemos que a apresentação do dito plano correu muito bem, tão bem que pouco mais se falou sobre ele. E muito menos sabemos o que é feito do Plano de Intervenção Estrutural para o Sector Cultural no horizonte 2007-2013. Mas não nos envergonhemos com a nossa ignorância, porque no próprio Ministério da Cultura, que encomendou o plano e a quem pedi para o consultar, também não conseguiram até agora localizá-lo.
Não têm conta os planos anunciados por ministérios e autarquias dos quais ninguém mais ouviu falar após a cerimónia de apresentação. Ora, como nunca é tarde para mudar de hábitos, comecemos exactamente por este plano de combate à sida nas escolas. Como a ministra manda, vamos falar sobre o combinado - o plano - e o seu ministério compromete-se a responder sobre os seus resultados com dados mais precisos do que os números balbuciados na AR pela senhora ministra quando inquirida sobre as dívidas do Serviço Nacional de Saúde.

a McDonald é sinónimo de mau gosto. A propósito das mudanças na Antena 2, Mário Vieira de Carvalho condenou no PÚBLICO o que define como "macdonaldização" daquela estação de rádio. Para lá do que pensa o ex-secretário de Estado da Cultura sobre a Antena 2, gostaria de perceber o que o leva a considerar que está combinado que MacDonald é sinónimo de mau gosto. Coisa a evitar. Pois tal combinação é duma arrogância insuportável. Os restaurantes como o McDonald atendem com a mesma atenção e delicadeza ricos e pobres. (E para muitos pobres é aquele o único sítio onde são tratados como clientes.) Proporcionam a pessoas que não têm dinheiro para debicar a preço de ouro as tendências da slow food um espaço de restauração limpo, agradável, quente no Inverno, fresco no Verão e onde se pode estar sentado o tempo que se quiser, independentemente do preço da garrafa de vinho que veio para a mesa ou do cargo que se ocupa na escala do poder. E por fim, mas não menos importante, tanto pelas pessoas que empregam como pela variedade de quem o frequenta, as cadeias de fast food - que também têm saladas e sopas! - fazem mais pela integração dos imigrantes e pelo cruzamento de culturas do que muitos desses constrangedores exercícios narcísico-clientelares que o Estado português paga (e que inadequadamente são designados política cultural) com vista à promoção do multiculturalismo e da integração.

a Os jovens contestatários gregos apenas têm um problema de expressão. Suponhamos que os meninos que na Grécia queimam carros, destroem edifícios e agridem quem lhes aparece pela frente - como se esse fosse um seu direito natural - em vez de se dizerem anarquistas ou activistas de esquerda se reivindicavam nazis. Será que seriam tratados com a mesma bonomia para não dizer cumplicidade mediática? Considerar-se-ia normal que as notícias tivessem como pressuposto que o Governo grego se devia demitir para que assim os tumultos parassem e os meninos se dessem por vitoriosos e satisfeitos? Claro que não. Mas infelizmente está combinado que se o vandalismo for praticado por grupos que, mesmo que muito longinquamente, se possam dizer de esquerda ou identificar com ela então passam de vândalos a activistas contestatários, jovens um pouco exaltados em processo de contestação a uma sociedade decadente e ela sim culpada por tudo aquilo que eles fazem ou não fazem. Há combinados que nunca mudam, e este é um deles. Para a mesa das notícias este combinado vai sempre acompanhado da forte convicção de que os prejuízos devem ser estoicamente suportados pela mesmíssima sociedade que aquelas criaturinhas tanto abominam mas na qual têm um estatuto privilegiadíssimo.

a Na escola não há violência e sobretudo na Casa Pia tudo vai no melhor dos mundos. Esta não é apenas uma combinação. É um dogma. E contrariar um dogma não é fácil. Não adianta que os comerciantes da zona próxima ao colégio onde foi assassinado o aluno da Casa Pia digam que as rixas são frequentes. As declarações dos alunos do colégio em questão sobre a frequência dos desacatos também não beliscam a fé oficial do "está tudo bem" que vigora na Casa Pia. Aliás, da presidente do conselho directivo daquela instituição, Joaquina Madeira, além das declarações sobre que "era impensável" um ataque destes, o que de mais notório se lhe conhecia eram umas apreciações estéticas sobre o símbolo da Casa Pia. Na visão ideológico-estética da escola que vigora está combinado que tudo vai no melhor dos mundos. Não vai, mas há quem esteja disposto a tudo para literalmente manter a combinação.

in Público


Helena Matos considera, e bem, que seria bom que os jornalistas fizessem perguntas a sério."Contudo, seria excelente que os jornalistas tomassem à letra o raspanete de Ana Jorge e fizessem perguntas a sério, nas centenas de conferências de imprensa organizadas pelo Governo e pelas autarquias para apresentação de outras tantas centenas de planos.Talvez assim se tornasse mais claro que de muitos desses planos (para lá do power point da apresentação, com aquelas frases do costume a exalarem o estilo inconfundível das agências de comunicação) não existe mesmo mais nada para mostrar." É uma boa razão para os jornalistas fazerem perguntas a sério. Mas, se falarmos de jornalismo sério, como evitar as perguntas pertinentes? As que se relacionam com os factos? As que trazem dados novos sobre os factos na pergunta ou na resposta? Ou seja, os jornalistas deviam prepara-se melhor. Só assim se conseguem perguntas adequadas.

segunda-feira, dezembro 15, 2008

SÓ TEXTOS



Recebido da Assembleia da República

domingo, dezembro 14, 2008

SÓ TEXTOS

O autor, o Jornal Portal Lisboa e a Chiado Editora,
Têm a honra de o convidar a estar presente no lançamento do Livro “Mulheres 2.0 – O amor nos tempos da blogosfera”, editado pela Chiado Editora, com o apoio do Jornal Portal Lisboa. O livro foi escrito por João Gomes, director do Jornal Portal Lisboa, Editor da Chiado Editora e bloguer.
O lançamento será no próximo dia 16 de Dezembro, terça-feira, no Bar “In Rio” em Belém, pelas 21:30, ao que se seguirá uma pequena festa, com DJ convidado. A entrada é livre. A apresentação do livro ficará a cargo da escritora e jornalista Filipa Martins e do escritor Rodrigo Moita de Deus.
Gostariamos imenso de poder contar com a sua presença,

Recebido de
João Gomes, Chiado Editora e Portal Lisboa.
www.portallisboa.net


Lá estarei.

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL

O restaurante Aleixo (Casa Aleixo, na Rua da Estação), no Porto, é uma das minhas razões para gostar de Portugal.

OS MEDIA, O JORNALISMO E NÓS

Estive na 5ª e 6ª feira no I Congresso de Ciberjornalismo realizado na Faculdade de Letras do Porto. Foi uma iniciativa bem interessante e participada. Nos próximos dias publicarei videos e fotografias desta iniciativa. Felcito vivamente o Fernando Zamith, o Curso de Jornalismo e a Faculdade de Letras do Porto.

VOLTAR ÀS ORIGENS

Vou concentrar neste blogue os posts de 1001 Razões para Gostar de Portugal, de Só Textos e de Os Media, o Jornalismo e Nós. Afinal vou voltar às origens: para isso criei o Mestiçagens.

quarta-feira, dezembro 10, 2008

MAIS VALE TARDE ...

Dia de ler a Declaração Universal dos Direitos Humanos

Hoje, 10 de Dezembro, comemoramos o 60º aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, o ideário de um mundo a construir, e o compromisso politicamente assumido de construí-lo, sob a inspiração da Ética dos Valores. Mas é, também, o referencial cultural mais avançado e mais sábio a que nos devemos ater, para organizarmos a nossa relação crítico com a realidade próxima transformar, aquela que está ao alcance da nossa capacidade de intervenção.

O primeiro passa a dar é o de ler e compreender a Declaração Universal dos Direitos Humanos na totalidade dos seus trinta artigos. E para que cada um de nós possa dar esse passo, quer a Declaração vá ser lida pela primeira vez, ou relida mais uma vez, este blog coloca à disposição dos seus internautas freqüentadores a íntegra da Declaração Universal dos Direitos Humanos. LEIA, REPASSE e DEBATA!
Muito obrigado!

Carlos Chaparro

terça-feira, dezembro 09, 2008

X CONGRESSO da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação

X CONGRESSO da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação

Investigar, Avaliar, Descentralizar

O discurso político-educacional dos últimos vinte anos tem insistido na repartição, quando não devolução, de responsabilidades educacionais entre o Estado e os agentes da Sociedade Civil.

Em nome da desburocratização, da eficiência e da eficácia tem-se procurado diminuir o papel do Estado na promoção da educação, e tem-se proposto um conjunto de medidas liberalizadoras da iniciativa e da acção educadora que remetem o Estado para um papel regulador, articulador, avaliador.

Inscrevem-se, genericamente, nestas mudanças outras formas de regulação que passam pela descentralização e pela desconcentração, pela avaliação (dos alunos, dos profissionais e das organizações educativas), pelas parcerias público-privadas, pela participação de outros actores educativos (pais e as respectivas associações). Neste sentido, têm vindo a ser desenvolvidas diversas orientações e políticas educativas, com algumas especificidades no contexto português, que se têm constituído também como um dos objectos privilegiados de reflexão e investigação.


Esperamos que este congresso possa ser uma boa oportunidade para fazer um balanço crítico e criativo destes trabalhos, impulsionando novas sinergias no campo das Ciências da Educação e novas propostas de aprofundamento do olhar e da acção no âmbito das políticas e práticas educativas.

Mais informações em: http://www.ese.ipb.pt ou http://www.spce.org.pt

sexta-feira, dezembro 05, 2008

POESIA+VOZ+MÚSICA