PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

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quarta-feira, setembro 10, 2008

ONTEM, valeu a pena ler....

"Da relevância política da portaria da bolacha Maria!
Helena Matos

Convém lembrar que não existe nada gratuito. A escolaridade em si mesma custa muitíssimo dinheiro aos portuguesesSe alguma vez tivéssemos de escolher um símbolo para a incontinência legislativa com que os sucessivos governos têm procurado melhorar a vida daqueles que definem como mais desfavorecidos creio que nada suplantaria a portaria da Bolacha Maria.Dada à luz a 30 de Setembro de 1974, a dita portaria procurava aplicar os conceitos da luta de classe ao reino das bolachas e biscoitos, que é como quem diz criar um regime de preços máximos de venda para a bolacha Maria dado que esta, explicava o legislador, ao contrário de outros tipos de biscoitos, era consumida "em especial pelas classes de menores rendimentos"."(...)


No Público

A sombra do silêncio
Miguel Gaspar

Oque é que estamos a dizer quando estamos calados? A pergunta pode parecer paradoxal, mas não é. Enquanto seres humanos, estamos sempre a comunicar. Se não dizemos nada, falamos através dos gestos ou da roupa.Oque é que estamos a dizer quando estamos calados? A pergunta pode parecer paradoxal, mas não é. Enquanto seres humanos, estamos sempre a comunicar. Se não dizemos nada, falamos através dos gestos ou da roupa. E mesmo se desaparecermos do campo visual dos outros seres humanos, estamos a dizer aos outros que desaparecemos. E os outros perguntam: mas afinal de contas, por que é que ele desapareceu?Falar muito ou não dizer nada podem não ser coisas tão diferentes quanto isso. O anterior líder do PSD, Luís Filipe Menezes, era muito falador (e outros antes dele, como Santana Lopes, também). A páginas tantas, apetecia dizer-lhe o mesmo que o rei de Espanha disse a Hugo Chávez: por que não te calas? O longo (mais de um mês) silêncio da actual líder da oposição levou-nos a perguntar: mas por que é que não fala?Nunca estamos sós quando falamos (ou quando ficamos calados). À volta do que dizemos, os outros constroem uma trama. Por que é que ele disse isto? E por que o disse agora? E por que não disse outra coisa? E por que foi ele a dizê-lo? Essa trama é a soma das inferências que os outros fazem a nosso respeito. Por isso, a vida está cheia de equívocos. É por causa de tramas dessas que passamos a vida a tramar-nos. Assim terá acontecido, dizem alguns (mas por que será que o dizem?), com Manuela Ferreira Leite. Antes de falar, já estava tramada por ter ficado tanto tempo calada.
(..)

No Público