PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

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domingo, maio 13, 2007

ENSINO DO PORTUGUÊS





"A Conferência Internacional sobre o Ensino do Português propõe-se reflectir, de forma alargada, pluridisciplinar e transversal, sobre os grandes problemas que hoje se colocam ao ensino do português e à sua aprendizagem em contexto escolar, sem esquecer naturalmente o lastro de enquadramentos pedagógicos e de orientações políticas que desde há algumas décadas o determinam. Dentre aqueles problemas merece destaque o deficiente domínio da língua que é evidenciado pelos nossos estudantes, tanto em exames nacionais como em estudos internacionais.

Esta é uma situação que, co-responsabilizando diversos agentes e resolvendo-se em diferentes níveis de intervenção, remete para o trabalho que na escola é feito. Isto sem esquecer que, embora sejam aqui acentuadas questões atinentes ao ensino da língua, ele não se isola do momento da aprendizagem, num processo de interacção que importa ter presente. Do mesmo modo, cabe ainda notar que a aprendizagem e o domínio da língua materna contribuem decisivamente para moldar a nossa memória colectiva e para definir o exercício de uma cidadania responsável e culturalmente activa.

A Conferência Internacional sobre o Ensino do Português estrutura-se sobre os seguintes princípios:

• O ensino do português é entendido como preocupação colectiva e responsabilidade primeira do Estado, no quadro de uma vivência democrática e de uma consciência cívica que a todos deve implicar;

• O ensino e a aprendizagem do português interferem fortemente nos processos de formação da personalidade, de conhecimento do mundo e de diálogo com os outros;

• O domínio do português é factor determinante de acesso a outros conhecimentos que, sendo muito mais do que restritas competências, de uma forma ou de outra dele dependem;

• O ensino do português acolhe e incorpora, em conjugação com adequadas mediações pedagógicas, os resultados da investigação científica que se desenvolve em campos do saber articulados em torno da reflexão sobre a linguagem;

• O ensino e a aprendizagem do português encerram uma forte dimensão cultural, compreendendo também um significativo potencial de elaboração estética e de afirmação da identidade de quem o usa.

É com base nestes princípios que se organiza a Conferência Internacional sobre o Ensino do Português. Ao mesmo tempo, não se ignora nem se oculta a frequência com que entre nós se desenrolam debates sobre o ensino do idioma, envolvendo diversas questões, que hão-de ser objecto de atenção da Conferência. Por isso, ela desdobrar-se-á em temas específicos, que serão objecto de conferências, de painéis de discussão, de apresentação de projectos e de explanação de práticas pedagógicas em curso. Alguns desses temas:



• Para além da literacia: a problemática da leitura

• A gramática na sala de aula

• Professor de português: que identidade?

• O português como língua de conhecimento

• O cânone no ensino do português

• O ensino do português em contexto multilingue


A Conferência Internacional sobre o Ensino do Português terá lugar em Lisboa, de 7 a 9 de Maio próximo, no Centro Cultural de Belém, apelando à participação empenhada de professores de português, de grupos de trabalho, de académicos e de agentes culturais de proveniência e de formação diversificadas. Apoiada nas orientações programáticas de uma comissão científica nomeada para esse efeito, a Conferência Internacional sobre o Ensino do Português deverá ser o ponto de partida para a formulação de um conjunto de recomendações a endossar ao poder político, já que é antes de mais a este que cabe dar ponderada atenção e equilibrado tratamento a esta que é uma verdadeira questão de Estado.



Carlos Reis