PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

POR UM JORNALISMO MELHOR

Recentes

Ligações


  • Get Firefox!

quarta-feira, maio 30, 2007

AS IMAGENS E NÓS

Fui ver na 2a feira dois documentários de José Vieira, no IFP. Interrogado sobre o interesse da RTP pelo seu trabalho, José Vieira lembrou que a Fotografia Rasgada teve os maiores apoios da televisão belga, e não da RTP nem das televisões francesas. Foi mais uma iniciativa de Dominique Chastres, conselheiro audiovisual da embaixa francesa. Um debate público que merecia ser mais alargado e participado.


excerto de O Pais aonde nunca se regressa, Documentário de José Vieira exibido no Franco Portugais.

"21h: A Fotografia rasgada Documentário de José Vieira, 2001, 52'.
No início dos anos 60, milhares de portugueses chegam clandestinamente a França. É o „Salto, o salto para o desconhecido, a emigração clandestina para fugir ao Portugal de Salazar. Actos de resistência e desobediência, onde alguns deixaram a vida. Por vezes, a polícia disparava sobre eles como sobre prisioneiros em fuga. Odisseias esfumadas nas memórias e recolhidas neste documento único.

22h.30 : O Pais aonde nunca se regressa, Documentário de José Vieira, 2006, 52‚.
Partir, devenir, revenir, voilà le rêve de tout immigrant. Mais avec le temps, ce rêve se dilue dans le nouveau cadre de vie. Lorsque le jour du retour arrive, si il arrive un jour, une seconde rupture se crée, celle de la réadaptation au pays d‚origine, différent, transformé, et qui n‚est plus le même que celui qu‚on a quitté.


José Vieira
José Vieira nasceu em Portugal. Ainda criança chegou a França nos anos 60. Nunca mais voltou a viver em Portugal e sabe que jamais o fará. O seu pai regressou há quase 25 anos. Desde 1985, José Vieira realizou uma trintena de documentários, nomeadamente para France 2, France 3 e Arte. Dedicou-se muito ao estudo da história dos emigrantes portugueses e em particular à história da sua família. Editou „Gens du Salto‰ uma caixa de DVDs reunindo 7 filmes que traçam a história do « Salto », a história de aldeias que se esvaziaram no segredo e no medo.


Projecções seguidas de debates, com Marie-Christine Volovitch-Tavarès, Carlos Casteleira e José Vieira."