PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

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quinta-feira, dezembro 07, 2006

NÃO APAGUEM A MEMÓRIA

Hoje, no Público, José Pacheco Pereira escreve sobre o movimento Não Apaguem a Memória. E levanta algumas questões interessantes sobre o movimento. Uma delas refere-se ao comportamento deste sobre os arquivos do PCP:

"Veja-se o caso do PCP, um partido que de há muito considera esta "memória", que o movimento cívico Não Apaguem a Memória! quer preservar, como sua propriedade privada. Acaso não era suposto o movimento dizer alguma coisa sobre a política do PCP de fechar os seus arquivos e apenas divulgar documentos escolhidos a dedo para não ferir uma história tão "oficiosa" como falsa?"


Há depois a memória dos homens:
"Não se exige ao Não Apaguem a Memória! que faça a história da oposição, mas sim que dê dos homens que resistiram à ditadura um retrato mais fiel à sua acção e não os reduza aos fotomatons propagandísticos em que muitas das suas vidas se tornaram. O "apagar da memória" não se fez só transformando a sede da PIDE num condomínio, mas faz-se todos os dias quando homens como Vasco de Carvalho, José de Sousa, Pável, Fogaça, Piteira Santos, Manuel Domingues, Álvaro Duque da Fonseca, Galvão, Manuel Sertório, Cunha Leal e muitos, muitos outros, vivam num limbo do esquecimento ou presos na caixinha da parte da sua vida que é considerada politicamente correcta."


Por outro lado há um trabalho que não deveria ser residual, mas parece que é...
"Por outro lado, a tendência destes movimentos cívicos para se assumirem com um papel puramente reivindicativo aos "poderes públicos" leva-os a ter uma acção residual no trabalho que poderiam realizar de defenderem eles próprios a "memória" favorecendo edições, recolhendo memórias, preservando documentos e testemunhos que de outro modo se vão perder."


Há ainda os locais a preservar:
"E mesmo essa salvaguarda patrimonial será difícil se não se concentrar numa aproximação museológica consistente para a qual apenas o Forte de Peniche me parece ter condições de exequibilidade."


Em minha opinião, este Forte é símbolo de uma resistência muito semelhante à do Aljube, Tribunal Planário, sedes da Pide, etc. Há outras tão ou mais importantes e que também deveriam ser pólos dessa memória e pólos com possibilidade de uma difusão mais mais universal. É o caso da casa de Aristides de Sousa Mendes, em Cabanas de Viriato, que só a falta de visão, não transforma num pólo de memória com visibilidade...em todo o mundo. A memória tem muitos locais, por mais importante que seja - e foi - o Forte de Peniche. Mas a memória é múltipla, diversa, plural, feita por muitas lutas, muito diferenciadas. Algumas não terãos sido políticamente correctas.

No blogue do Movimento, às 23h 30 de 5a feira, não há qualquer referência ao artigo de José Pacheco Pereira. Já anteriormente um artigo de Vasco Pulido Valente não foi citado no blogue. Não entendo este apagamento de memória na discussão pública.

Pelas mesmas razões considero ser muito importante serem assinalados os lugares dessa memória, como aconteceu com a lápide que foi colocada no Tribunal da Boa Hora.