PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

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sexta-feira, novembro 10, 2006

A FÁBRICA DO OLHAR Excerto Capítulo XV

Capa do Livro A Fábrica do Olhar
TERCEIRA PARTE A imagiologia Capítulo XVI RADIOGRAFIAS

Antoine Béclère (1856-1939)
Os raios X são descobertos no fim de 1895; a partir de Janeiro de 1896, a notícia corre como um rastilho de pólvora. Ninguém suspeita dos perigos desta «fotografia da sombra». Os caricaturistas exultam: ver – finalmente! – o feto no corpo da mãe, os pensamentos dos políticos ou a mulher no quarto adúltero... Em 1897, os médicos Oudin e Barthélemy, colaboradores de Antoine Béclère, descrevem os primeiros incidentes cutâneos e viscerais com origem no uso repetido dos tubos emissores de raios. Na charneira dos dois séculos, a segurança dos médicos não deixa de diminuir à medida que aumenta o poder dos aparelhos. A protecção dos doentes, em contrapartida, é mais rapidamente levada em conta.
A imagem da mão de Bertha Röntgen, realizada em 22 de Dezembro de 1895 pelo físico Wilhem Conrad Röntgen, abalou a Europa. Ao mobilizar a imprensa internacional, contribuiu para a difusão da descoberta. Pela primeira vez, o olho acedia ao interior do corpo vivo. Pela primeira vez, a máquina de visão via melhor do que o olho humano: a chapa sensível fotográfica captava à distância raios invisíveis. A imagem da mão anelada, enquadrada como uma simples «vista», abria caminho para um diálogo entre o real e a máquina produtora de raios.