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quarta-feira, novembro 08, 2006

A FÁBRICA DO OLHAR Excerto Capítulo XV

Capa do Livro A Fábrica do Olhar
Capítulo XV VISTAS AÉREAS 1914-1944

A guerra vista do alto
1914-1918: a utilização do automóvel transforma profundamente a guerra. Já não se hesita em concentrar as tropas até 100 ou 200 quilómetros dos campos de batalha. A guerra de posição evolui para uma guerra dinâmica.
Em simultâneo, o olhar eleva-se, abre caminho a novos pontos de vista: os aviões e a fotografia aérea abrangem do alto um vasto campo de visão. O novo olhar, móvel, livre do peso, «vê» em todos os sentidos. As imagens produzidas sem cima nem baixo libertam-se das leis da perspectiva. A guerra é assim, segundo Brecht, «a grande lição de coisas para uma nova visão do mundo».
A fotografia aérea não nasceu com a guerra, mas as necessidades militares fazem-na evoluir consideravelmente. Ao facilitar a comparação entre duas disposições sucessivas do campo de batalha, encontra o seu objecto de predilecção na guerra de movimento. Desempenha plenamente o seu papel quando, nas situações dramáticas, os espíritos mais envolvidos não podem conservar a objectividade. Não sem cinismo, os cronistas afirmam a supremacia da fotografia sobre as observações a olho nu: «Quando um bombardeiro declara de boa-fé ter visto as suas bombas explodirem no meio da rotunda de uma gare importante, o mal não é grande. Mas quando um observador declara ter visto todas as trincheiras do inimigo arrasadas e as redes destruídas, enquanto que essas destruições só foram assim completas na sua imaginação, disso pode depender o sucesso de um ataque.»