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domingo, novembro 05, 2006

A FÁBRICA DO OLHAR Excerto Capítulo XIII

Capa do Livro A Fábrica do Olhar
Capítulo XIII MODERNIDADES Jules Janssen, 1874

As fotografias realizadas não são apenas uma «ajuda à medição» ou a preservação da memória de um fenómeno. Elas permitem descobrir o inesperado, ver melhor do que o olho, ampliar o campo do visível. Espera-se o inesperado. Ele deve acontecer.
Em 1839, Arago já percebia o interesse que a fotografia podia representar para a astronomia. Insistia então para que as aplicações científicas não fossem encerradas num quadro previamente definido. «De resto», acrescentava ele, «quando os observadores aplicam um novo instrumento ao estudo da natureza, aquilo que dele esperavam é sempre pouco relativamente à sucessão de descobertas originadas pelo instrumento. Neste sentido, é com o imprevisto que se deve especialmente contar. »
O revólver fotográfico de Janssen permite a Camille Flammarion concluir no valor profético daquelas palavras de Arago: «[...] tínhamos dito que, ao tentar verificar os momentos críticos da passagem, encontraríamos outra coisa. Esta coisa imprevista que observámos foi a atmosfera de Vénus [...].»
Embora as expedições científicas organizadas em 1874 não tivessem como objectivo principal detectar uma atmosfera em Vénus, não há dúvida de que a ideia estava fortemente presente nos espíritos.