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segunda-feira, outubro 16, 2006

A FÁBRICA DO OLHAR Excerto

Capítulo VI A REJEIÇÃO DA IMAGEM Carlos Lineu (1707-1778)

"Lineu rejeita as imagens. Embora conserve as plantas em grandes herbários, não as desenha. Renunciar aos inventários de imagens significa abandonar o particular pelo geral, o individual pelo universal. O sucesso extraordinário do sistema de descrição do mundo vivo que Lineu propõe nasce desta liberdade em relação às imagens. A botânica, para ele, é uma ciência formal; deve-se compreendê-la em termos matemáticos e geométricos. A fixação da nomenclatura lineana com o Systema Naturae data de 1735. Esta primeira edição é seguida por outras doze, a última das quais publicada no ano da morte de Lineu. Uma Filosofia Botânica, publicada em 1751 e que expõe os métodos de classificação e de nomenclatura, completa o Systema Naturae. O ordenamento taxinómico da confusão vegetal instala-se assim mais de um século após a revolução galilaica. O mundo das plantas e dos animais, ainda que próximo de nós, chegou mais tarde do que o dos planetas e das estrelas. Será preciso esperar ainda um século pela teoria darwinista para se compreender as espécies em termos de filiação e evolução."

1 Comments:

Anonymous Tinê Soares said...

Trecho interessante: este Lineu não sabe o que perdeu!
Quando entrei para uma comunidade botânica me despertou curiosidade haver cursos de desenho especializado na área quando há tantas ferramentas modernas a serviço da ciência.
As ilustrações - no estilo e nas técnicas de representação - não diferem muito de séculos passados e há uma razão para isto:
a fotografia NÃO É capaz de "descrever" os detalhes que caracterizam uma planta a ser classificada.
Para entender suas partes, é preciso manusear a planta em suas filigranas, e nada melhor que um lápis e um bico-de-pena sobre o papel; cores à aquarela, é o ideal.
Depois desse processo, pode-se até escanear, mas não dá o mesmo resultado.
Podemos informatizar um jardim botânico inteiro mas não detalhar suas espécies!

6:11 da tarde  

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