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terça-feira, outubro 31, 2006

A FÁBRICA DO OLHAR Excerto Capítulo XI

Capa do Livro A Fábrica do Olhar
Capítulo XI OLHARES DE SUPERFÍCIE Hardy e Montméja, 1868

A fotografia que surge no espaço médico orienta a atenção das profundezas para a superfície. A gravura convidava às dissecações, ao mergulho do olhar no interior dos corpos; a fotografia troca as anatomias pelas aparências. Dois domínios são assim brutalmente promovidos: a dermatologia e as patologias do andar e do comportamento. Nestes jogos de superfície, a fotografia regista – algo que a gravura nunca poderia fazer – o rosto e o olhar dos doentes. Simultaneamente jogo superficial e transmissão do trágico, a imagem fotográfica converte-se assim em profundos paradoxos.
Em 1868, A. Hardy, médico no hospital Saint-Louis, e o seu aluno A. de Montméja, que conhecem já os trabalhos fotográficos dos seus colegas ingleses, empreendem a publicação de A Clínica Fotográfica do Hospital Saint-Louis. Primeiro tratado médico ilustrado com fotografias, a obra destina-se a circular, a criar laços entre os médicos de Paris ou de outros lugares. A pele que mostra as suas lesões torna-se o primeiro objecto de uma fotografia médica institucionalizada.