PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

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sexta-feira, setembro 29, 2006

AS IMAGENS E NÓS A Fábrica do Olhar

"Para a gravação e edição da Fabrica, André Vesálio preferiu Basileia a Veneza. Esta escolha, que privilegia uma cidade distante de Pádua, pode parecer surpreendente. Nesta época, Veneza é um grande centro de edição e impressão de gravuras, onde a censura não se exerce de modo demasiado severo. No entanto, neste início dos anos 1540, a cidade está em declínio económico. Quanto a Basileia, situada no centro da Europa, na rota da Flandres, oferece a promessa de uma abertura para uma Europa do Norte em plena expansão, de onde, além disso, André Vesálio é originário. Em 1542, desloca-se até Basileia a fim de supervisionar a produção da obra. Fica nesta cidade vários meses. As madeiras de pereira desenhadas e gravadas por vários artistas, confiadas a um mercador, foram enviadas no dorso de mulas pelo desfiladeiro de São Gotardo. Chegaram pouco depois dos textos, esperadas pelo impressor Joannes Oparinus , que não podia trabalhar uns sem as outras. Antigo colaborador de Paracelso e professor de Grego, Joannes Oparinus instalara-se recentemente como editor. Na altura em que começa a trabalhar na Fabrica, acabara de imprimir a primeira tradução latina do Alcorão: esta obra levou-o a passar algum tempo na prisão. "

Capítulo II, A Dissecação
In Monique Sicard, A Fábrica do Olhar: Imagens de Ciência e Aparelhos de Visão, século XV-XX, Lisboa, Edições 70, 2006 (livro a apresentar no dia 17, na Livraria Almedina, Saldanha, às 19h).