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quinta-feira, setembro 21, 2006

AS IMAGENS E NÓS em Outubro

Só faltam alguns detalhes, um deles importante: o lugar onde terá lugar o workshop. Saber-se-à para a semana.

1 FABRICAR IMAGENS: Um dia a falar de imagens
Dia 17 de Outubro de 2006

Na Universidade Nova de Lisboa - Departamento de Comunicação
Auditório 1 (Edifício B - Torre) Avenida de Berna Lisboa

Vai realizar-se, na Universidade Nova, em Lisboa, na Avenida de Berna, Um Dia a Falar de Imagens , sob o tema Fabricar Imagens. Esta iniciativa terá lugar no dia 17 de Outubro, entre as 10h e as 18h.

Neste debate participarão criadores de imagens de diferentes sectores. Todos falarão da sua obra, de como "fabricam" as imagens, que caminhos percorrem, para onde querem ir, perplexidades e dúvidas, enfim, os questionamentos proporcionados pela construção, difusão e usos das imagens.

As mesas terão, em geral, uma intervenção do orador com a duração de 15, máximo 20 minutos. Nesse tempo o orador deve incluir imagens que fabricou ou para as quais contribuiu - um excerto que não ultrapasse metade do tempo de exposição (o ideal cinco minutos de imagens, o máximo dez minutos de imagens). No fim da exposição de cada interveniente o público pode fazer perguntas breves para esclarecimentos. As intervenções sucedem-se uma após a outra. No fim de um grupo de intervenções haverá um debate geral. No fim do dia será feita uma breve síntese.

Além de Monique Sicard participarão Beatriz Batarda, Catarina Alves Costa, Eduardo Cintra Torres, Jacinto Godinho, José Carlos Abrantes, Lídia Jorge, Maria José Palla, Paulo Filipe Monteiro, Pedro Serrazina, Rui Cádima e Sérgio Treffaut.

Eis o programa que ainda pode sofrer alguma alteração.

10h Sessão 1 Fabricar Imagens
Paulo Filipe Monteiro, coordenador do Departamento de Comunicação da UN
José Carlos Abrantes, professor universitário
Monique Sicard, CNRS-Paris
11h 30 Intervalo
12 h Sessão 2 Fabricar Imagens com Palavras
Lídia Jorge, escritora
Os escritores também fabricam imagens?
13h Almoço
Sessão 3 Fabricar Olhares
Moderador: Jacinto Godinho, RTP
14h 30 Beatriz Batarda, actriz
15h Eduardo Cintra Torres, jornalista, autor de um DVD de Educação para os Media
15h 30 Debate
16h Intervalo
Sessão 4 Fabricar o real e o imaginário
Moderadora: Maria José Palla, Universidade Nova-Departamento de Estudos Portugueses
16h 15m Sérgio Treffaut, realizador de documentários
16h 30 Pedro Serrazina, realizador de filmes de animação
17h Sessão 5 Debate e síntese final
Síntese a cargo de
Rui Cádima, professor do Departamento de Comunicação da Universidade Nova
Catarina Alves Costa, do Departamento de Antropologia da Universidade Nova de Lisboa.
Entrada livre

2 Falar de Imagens
Dia 17 de Outubro, 19h

na Livraria Almedina, Atrium Saldanha

Fabricar o Olhar, livro de Monique Sicard.
Trata-se do primeiro livro de uma nova colecção sobre imagem intitulada A Construção do Olhar, das Edições 70. O livro será apresentado por Paulo Filipe Monteiro, da Universidade Nova de Lisboa, com a presença da autora e das Edições 70.

A Construção do Olhar
Uma colecção de livros sobre Imagens
nas Edições 70

A Construção do Olhar é o nome da colecção que este livro inaugura. Com três títulos por ano, a colecção procurará dar seguimento à concepção que as imagens se completam com as palavras: para falar de uma imagem são precisas mil palavras, diz-se. Esta é a razão maior para a colecção: publicar palavras sobre as imagens, os olhares, os ecrãs, os modos de as fabricar, de as ler e usar. Palavras que possam ser contributos para construir o olhar, para nos revelar modos de ver. Palavras que se ambiciona nos ajudem a não perecer num tsunami de imagens: as imagens, sem palavras e sem outras formas de apropriação e expressão, podem ter efeitos devastadores.

O primeiro livro a aparecer em Outubro será
A Fábrica do Olhar: Imagens de ciência e aparelhos de visão, séculos XV-XX de Monique Sicard. O livro foi editado em França pelas Editions Odile Jacob em 1998.

Entrada livre


3 Workshop La photographie: Un bien public?
Dia 18 de Outubro, 4a feira,
das 9h 30 às 12h 30 e das 14h 30 às 17h 30
Dirigido por Monique Sicard.
Inscrições limitadas a 25 participantes.
O atelier só se realizará com um mínimo de 15 participantes.
Neste momento não está prevista tradução simultânea.
As inscrições serão aceites por ordem de entrada e serão tornadas efectivas após envio do pagamento.

La photographie : un bien public ?

Les tout débuts de la photographie sont marqués par un exceptionnel intérêt des institutions publiques françaises. L'invention bénéficie d'emblée d'un statut de bien collectif que ne possédera pas le cinéma, à son émergence. L'histoire de la photographie en est irrémédiablement marquée. Lorsque la nécessité d'un arrêt su r image indispensable à la connaissance scientifique se fait sentir, lorsque le sentiment de la dégradation d'un monde qui se transforme se fait urgence, lorsqu'il importe de conserver la mémoire des grands travaux humains, voire d'identifier les ressortissants d'un territoire, la photographie est appelée au secours par les institutions publiques.

Cependant, il faut attendre les années 1980 pour que les politiques publiques prennent en compte ses dimensions culturelles spécifiques. La création d'un Centre national puis d'une Maison européenne, le lancement de grandes missions interministérielles, les actions du Ministère de l'environnement, la création ou la revalorisation de collections publiques... abolissent les frontières entre une photographie-document et une photographie artistique. Elles donnent naissance à des images, des collections originales, de nouvelles esthétiques orientées par les commandes et les politiques.

Il reste que ces actions ne sont pas dénuées d'ambiguïtés. Se lancer dans l'utopie d'une couverture photographique du territoire soulève de nombreuses questions. Mettre la création artistique au service d'une commande publique ou simplement, choisir ce qui fera officiellement "art" demain, s'accompagne d'inévitables tensions d'ordre esthétique, pratique, juridique...

L'atelier s'organisera autour d'une série d'exemples tant historiques que contemporains, illustrés par des images et des textes d'accompagnement.

Ils seront choisis parmi les propositions ci-dessous (sous réserve des documents disponibles) :

- les premières photographies et les politiques de François Arago

- la Mission héliographique de 1851 et la photographie des monuments

- Alphonse Bertillon et les ambiguïtés d'un marquage identitaire

- Les politiques du Centre National de la photographie, leurs incidences sur le statut de la photographie

- La dynamique des collections de l'Institut de France

- La Mission DATAR, la Mission photographique TRANSMANCHE, l'Observatoire photographique du paysage : un bilan

- La collection de la Caisse des dépôts

- Les politiques photographiques et la décentralisation : les fonds régionaux d'art contemporains, les musées régionaux et départementaux. Exemples du FRAC Haute-Normandie, du Musée Nicéphore Niépce de Châlon-sur-Saône