PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

POR UM JORNALISMO MELHOR

Recentes

Arquivos

Ligações


  • Get Firefox!

sábado, setembro 30, 2006

OS BLOGUES E NÓS Blogues em citação

"Metabloggers do it better (28)

Ser contra os blogues é como ser contra os jornais, contra as revistas, contra a televisão, contra os homens, contra as mulheres, contra as crianças, contra os animais, contra as plantas, contra os peixinhos no aquário, contra a selva, contra as raparigas que pintam o cabelo, contra as raparigas que não pintam o cabelo, contra os burros, contra os inteligentes, contra os livros, contra a ópera, contra a música pop, contra o sol, contra a lua, contra os planetas, contra o universo. Ser contra os blogues é como ser contra a liberdade. Ser contra os blogues é como ser contra a liberdade de expressão.

posted by Charlotte at 11:11 AM"


Escreveu a Bomba Inteligente, sexta feira, 29 de Setembro. Subscrevo....

AS IMAGENS E NÓS Lugares

Sabe qual é a capital do Mali? E Harare é a capital de que país africano?

Pode aprender e testar os seus conhecimentos sobre os países e capitais africanos em Sheppard Software.

AS IMAGENS E NÓS Olhar de robô

marte

O Oportunity já multiplicou por dez a seu prazo de vida previsto que era de três meses, segundo o Le Monde. Chegado em Janeiro de 2004, o robô continua a prolongar o olhar humano, vendo aquilo que este nunca viu directamente.

sexta-feira, setembro 29, 2006

AS IMAGENS E NÓS Workshop

Workshop La photographie: Un bien public?
18 Outubro, 10h-13h e 14h30-17h30 (6 horas)

Na Sala Polivalente do Centro de Exposições do Centro Cultural de Belém (CCB)

Orientação (em língua francesa): Monique Sicard

Monique Sicard é investigadora no CNRS (Centre National de Recherche Scientifique), em França. Autora de La Fabrique du Regard, livro publicado pela primeira vez pela Odile Jacob (Paris) em 1998, na colecção Le Champ Médiologique. Esse livro será o primeiro de uma colecção de Imagem a ser lançada em Portugal, em Outubro (Edições 70). Escreveu também Images d’un autre monde: La photographie scientifique, editado na conhecida colecção de capas pretas do Centre National de Photographie. Monique Sicard foi colaboradora da revista Les Champs Médiologiques, dirigida por Régis Debray. Realizou também documentários para televisão.

Destinatários: Público em geral e público especializado em fotografia.

Inscrições/Informações: de 29 Setembro a 6 Outubro na Recepção do Centro de Exposições, através dos telefones 21 361 28 00/ 21 361 28 67 ou do e-mail servico.educativo@ccb.pt.

Vagas: 30

Preço: € 60

Critério de selecção: Ordem de chegada

Certificado de frequência emitido pelo Ministério da Cultura/Centro Cultural de Belém

Acção desenvolvida em colaboração com a Universidade Nova de Lisboa - Departamento de Comunicação e com o Professor José Carlos Abrantes.

A realização desta iniciativa depende de um número mínimo de participantes.


La photographie : un bien public ?

Les tout débuts de la photographie sont marqués par un exceptionnel intérêt des institutions publiques françaises. L'invention bénéficie d'emblée d'un statut de bien collectif que ne possédera pas le cinéma, à son émergence. L'histoire de la photographie en est irrémédiablement marquée. Lorsque la nécessité d'un arrêt su r image indispensable à la connaissance scientifique se fait sentir, lorsque le sentiment de la dégradation d'un monde qui se transforme se fait urgence, lorsqu'il importe de conserver la mémoire des grands travaux humains, voire d'identifier les ressortissants d'un territoire, la photographie est appelée au secours par les institutions publiques.

Cependant, il faut attendre les années 1980 pour que les politiques publiques prennent en compte ses dimensions culturelles spécifiques. La création d'un Centre national puis d'une Maison européenne, le lancement de grandes missions interministérielles, les actions du Ministère de l'environnement, la création ou la revalorisation de collections publiques... abolissent les frontières entre une photographie-document et une photographie artistique. Elles donnent naissance à des images, des collections originales, de nouvelles esthétiques orientées par les commandes et les politiques.

Il reste que ces actions ne sont pas dénuées d'ambiguïtés. Se lancer dans l'utopie d'une couverture photographique du territoire soulève de nombreuses questions. Mettre la création artistique au service d'une commande publique ou simplement, choisir ce qui fera officiellement "art" demain, s'accompagne d'inévitables tensions d'ordre esthétique, pratique, juridique...

L'atelier s'organisera autour d'une série d'exemples tant historiques que contemporains, illustrés par des images et des textes d'accompagnement.

Ils seront choisis parmi les propositions ci-dessous (sous réserve des documents disponibles) :

- les premières photographies et les politiques de François Arago

- la Mission héliographique de 1851 et la photographie des monuments

- Alphonse Bertillon et les ambiguïtés d'un marquage identitaire

- Les politiques du Centre National de la photographie, leurs incidences sur le statut de la photographie

- La dynamique des collections de l'Institut de France

- La Mission DATAR, la Mission photographique TRANSMANCHE, l'Observatoire photographique du paysage : un bilan

- La collection de la Caisse des dépôts

- Les politiques photographiques et la décentralisation : les fonds régionaux d'art contemporains, les musées régionaux et départementaux. Exemples du FRAC Haute-Normandie, du Musée Nicéphore Niépce de Châlon-sur-Saône

O JORNALISMO E NÓS Lá fora

O provedor dos leitores (public editor) do New York Times, Byron Calame, descreve os esforços do jornal para melhor distinguir a as notícias da opinião (Drawing a Clearer Line Between News and Opinion). Na sequência de críticas do anterior provedor, Daniel Ockrent, formou-se um comité de jornalistas destinado a analisar este aspecto.

"Over several decades, the news pages have embraced more personal commentary and analytical forms of journalism. The Times’s confusing labels for the proliferation of such features were criticized by my predecessor in March 2005. Two months later, a newsroom committee on credibility recommended more distinctive markings for columns and more consistent labeling over all. That led to the formation of the News/Opinion Divide Committee, a group of nine editors that worked for months on the new guidelines put into effect Wednesday for the sections of the paper published daily."




Agora foram publicadas pelo jornal definições sobre os diferentes géneros utilizados.


"Readers’ Guide


In its daily news pages, The Times presents both straightforward news coverage and other journalistic forms that provide additional perspective on events. These special forms — news analysis articles, columns and others — adhere to standards different from those of the editorial and Op-Ed pages. The news and editorial departments do not coordinate coverage and maintain a strict separation in staff and management.

All articles, columns, editorials and contributions in the newspaper are subject to the same requirements of factual accuracy.

Here are descriptions of the various forms:

IN THE DAILY NEWS SECTIONS

* Man or Woman in the News: A portrait of a central figure in a news situation. It is not primarily analytical, but highlights aspects of the subject’s background and career that shed light on that figure’s role in the current event.

* Reporter's Notebook: A writer’s collection of several anecdotes or brief reports, often supplementing coverage of a major news event like a summit meeting or an important trial. The items provide glimpses behind the scenes that flesh out the reader’s sense of a major story.

* Memo: A reflective article, often with an informal or conversational tone, offering a look behind the scenes at issues or political developments. The article (with a title like Political Memo, White House Memo or Memo From London) may draw connections among several events, or tell the reader who or what shaped them.

* Journal: A sharply drawn feature article focusing on a place or event (and labeled with the place name, whether foreign, national or regional). A Journal article is closely observed and stylishly written, often light or humorous in tone. It is intended to give the reader a vivid sense of a place and time.

* News Analysis: A close examination of the ramifications of an important news situation. It includes thorough reporting, but also draws heavily on the expertise of the writer. The article helps the reader understand underlying causes or possible consequences of a news event, but does not reflect the writer’s personal opinion.

* Appraisal: A broad evaluation, generally by a critic or a specialized writer, of the career and work of a major figure who has died. The article often accompanies the obituary.

* Review: A specialized critic’s appraisal of works of creativity — movies, books, restaurants, fashion collections. Unlike other feature writers, critics are expected to render opinions in their areas of expertise.

* News-Page Column: A writer’s regularly scheduled essay, offering original insight and perspective on the news. The column often has a distinctive point of view and makes a case for it with reporting. (Columns in the newspaper are displayed with the writer’s name and the column’s title inset into the text.)

The news sections also present a number of regular feature articles that carry labels indicating the topics – for example, the Saturday Profile in the foreign pages and Market Place in Business Day.

IN THE OPINION PAGES

* Editorial:A sharply written, generally brief article about any issue of public interest. Editorials are written by the editorial board of The Times, which includes the editorial page editor, the deputy and assistant editors, and a group of writers with expertise in a variety of fields. While the writers’ opinions are of great importance, the editorials also reflect the longtime core beliefs of the page. Unlike the editors of the news sections, the editorial page editor not only reports to the publisher, but consults with him on the page’s positions. Editorials are based on reporting, often original and in-depth, but they are not intended to give a balanced look at both sides of a debate. Rather, they offer clear opinion and distinct positions.

* Editorial Observer: A signed article by a member of the editorial board. These articles have a more distinct personal voice than an editorial. They often reflect personal experiences or observations, and may be written in the first person. These articles are not intended to be policy pronouncements, but do not contradict the board’s positions.

* Op-Ed Column: An essay by a columnist on the staff of The Times, reflecting the opinions of the writer on any topic. Columnists are expected to do original reporting. Some travel extensively. Op-Ed columns are edited only for style and usage, not for content. Columnists do not submit their topics for approval, and are free to agree or disagree with editorial positions.

* Op-Ed Contribution: An article by a person not on the staff of The Times, reflecting opinions about a topic on which the author is an expert or has provocative and well-reasoned ideas. These articles, most of which are solicited by the editors, are not intended to reflect the positions of the editorial board. Indeed, the Op-Ed page is seen as a forum to air diverse and challenging viewpoints."


Uma reflexão interessante pela repercussão do artigo de um provedor na dinâmica do jornal (o que em Portugal não terá sido frequente até hoje...) e também pela discussão à volta do artigo de Eduardo Cintra Torres sobre os incêndios.

AS TECNOLOGIAS E NÓS Shift

António Granado, Eduardo Cintra Torres e Joaquim Vieira participarão hoje num debate, que moderarei, sobre o jornalismo dos cidadãos. O debate está integrado no SHIFT, a decorrer na Reitoria da Universidade Nova, a Campolide.

Será que os cidadadãos vão poder influir no jornalismo, de formas mais directas e participativas, aproveitando os utensílios que a tecnologia tem aperfeiçoado e democratizado?

As 17h

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL

Os irmãos Lobo Antunes: António, escritor, João, médico, Manuel, jurista e Miguel, programador cultural.

AS IMAGENS E NÓS A Fábrica do Olhar

"Para a gravação e edição da Fabrica, André Vesálio preferiu Basileia a Veneza. Esta escolha, que privilegia uma cidade distante de Pádua, pode parecer surpreendente. Nesta época, Veneza é um grande centro de edição e impressão de gravuras, onde a censura não se exerce de modo demasiado severo. No entanto, neste início dos anos 1540, a cidade está em declínio económico. Quanto a Basileia, situada no centro da Europa, na rota da Flandres, oferece a promessa de uma abertura para uma Europa do Norte em plena expansão, de onde, além disso, André Vesálio é originário. Em 1542, desloca-se até Basileia a fim de supervisionar a produção da obra. Fica nesta cidade vários meses. As madeiras de pereira desenhadas e gravadas por vários artistas, confiadas a um mercador, foram enviadas no dorso de mulas pelo desfiladeiro de São Gotardo. Chegaram pouco depois dos textos, esperadas pelo impressor Joannes Oparinus , que não podia trabalhar uns sem as outras. Antigo colaborador de Paracelso e professor de Grego, Joannes Oparinus instalara-se recentemente como editor. Na altura em que começa a trabalhar na Fabrica, acabara de imprimir a primeira tradução latina do Alcorão: esta obra levou-o a passar algum tempo na prisão. "

Capítulo II, A Dissecação
In Monique Sicard, A Fábrica do Olhar: Imagens de Ciência e Aparelhos de Visão, século XV-XX, Lisboa, Edições 70, 2006 (livro a apresentar no dia 17, na Livraria Almedina, Saldanha, às 19h).

quinta-feira, setembro 28, 2006

OS MEDIA E NÓS

Segundo a Marktest

AUDIÊNCIAS DE RÁDIO
Residentes no distrito do Porto ouvem mais rádio
De acordo com os resultados do estudo Bareme Rádio da Marktest, os residentes no distrito do Porto são os que apresentam maior audiência acumulada de véspera.
Marktest.com, 28 de Setembro de 2006

O Bareme Rádio 2005 contabiliza, no Continente, cerca de 4,9 milhões de residentes com 15 e mais anos que costumam ouvir rádio (referência: ouviram na véspera), um número que representa 58.9% do universo em análise.

Os residentes no distrito do Porto são os que apresentam o valor mais elevado para este indicador. Aqui, são 65.3% os que costumam ouvir rádio (véspera).

Pelo contrário, no distrito de Beja encontramos as taxas de audiência acumulada de véspera mais baixas, com 42.3%.

Depois do Porto, são os residentes no distrito de Braga que evidenciam valores mais elevados, com 64.5% de audiência acumulada de véspera, a que se seguem os residentes no distrito de Coimbra, com 64.0%, de Aveiro, com 60.7%, e de Leiria, com 60.3%. Os residentes no distrito de Castelo Branco apresentam também um índice superior à média do universo, com 59.2%.

A análise tem como base os resultados anuais de 2005 do estudo Bareme Rádio da Marktest, que analisa o comportamento dos residentes no Continente, com 15 e mais anos, relativamente ao meio rádio. Contacte-nos para mais informações sobre este assunto.
Notícias relacionadas
Jovens e quadros médios e superiores consomem mais rádio 17 Agosto 2006
2ª vaga 2006 do Bareme Rádio disponível 3 Agosto 2006
Os targets da rádio 24 Abril 2006
1ª vaga 2006 do Bareme Rádio disponível 20 Abril 2006
4ª vaga 2005 do Bareme Rádio disponível 31 Janeiro 2006
A geografia da rádio 27 Dezembro 2005
3ª vaga Bareme Rádio disponível 27 Outubro 2005
Homens ouvem mais rádio 15 Setembro 2005
Bareme Rádio disponível 28 Julho 2005
Jovens ouvem mais rádio 21 Abril 2005

28 Setembro 2006


Porque será que no Porto se houve mais rádio?

quarta-feira, setembro 27, 2006

AS TECNOLOGIAS E NÓS Shift

Começa amanhã a conferência do SHIFT

Segundo os organizadores "o programa da SHiFT será desenvolvido em torno de cinco grandes temas: Pessoas e Tecnologia, Gestão do Conhecimento, Novas formas de Economia, Blogs e Jornalismo de Cidadãos, e Direitos, Liberdades e Privacidade no Mundo Digital."

OS LIVROS E NÓS Apresentação, 4 de Outubro

Vai ser lançado em Coimbra o livro "ECRÃS EM MUDANÇA: DOS JOVENS NA INTERNET AO PROVEDOR DE TELEVISÃO" José Carlos Abrantes (Org.)

O livro será apresentado por Carlos Fiolhais, Director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
Dia 4 de Outubro, às 21h, na Livraria Almedina Estádio em Coimbra.

O livro “Ecrãs em mudança” reúne contribuições sobre as relações da televisão e da internet com os seus públicos, sobretudo os jovens. Dá também relevo ao provedor de televisão recentemente instituído pela RTP. A interacção entre os públicos e tais tecnologias faz-se, sobretudo, a partir dos ecrãs, face aos quais nos entregamos, quotidianamente, mais ou menos tempo, na nossa actividade profissional e de lazer. Tais ecrãs estão em mudança pois, quer uns quer outros, sofrem transformações constantes nos conteúdos, nos dispositivos, nos públicos, nas tecnologias que os fazem estar presentes nas sociedades modernas. Este livro dá uma contribuição para entender melhor as relações entre os ecrãs e os públicos, facto maior das sociedades contemporâneas.

Capa

Textos de Jacques Piette/Universidade de Sherbrooke, Dominique Pasquier/École des Hautes Études en Sciences Sociales, Jacques Gonnet/Université de Paris III, Eduardo Marçal Grilo/Fundação Calouste Gulbenkian, Serge Tisseron/Université paris VII, Geneviève Guicheney/France Télévisions.

Abrantes, José Carlos, (Organização), Ecrãs em mudança, Livros Horizonte/CIMJ, Lisboa, 2006 Tradução dos textos de francês e de inglês: António Melo e Vera Futscher Pereira.

Uma colaboração de Livros Horizonte, Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) e Livraria Almedina.

Morada:
Estádio Cidade de Coimbra
Rua D. Manuel I, n.° 26 e 28
3030-320 Coimbra
Tel: 239 406 266
Fax: 236 406 312

O JORNALISMO E NÓS Prémio

Ricardo Dias Felner vence Prémio Orlando Raimundo
O jornalista do PÚBLICO Ricardo Dias Felner, 30 anos, venceu a 9.ª edição do Prémio Literário Orlando Raimundo, atribuído anualmente pela Câmara Municipal da Amadora.

Esta notícia é do Público. Parabéns ao Ricardo!

DESTAQUE DO DIA

Porque «aqueles que gostam da prática sem possuírem a ciência, são como o piloto que embarca sem timão, sem bússola, e nunca sabe exactamente onde vai [...]».

A frase é de Leonardo da Vinci: simples mas prenhe de sentido. Hoje, toda a gente quer prática, prática. Saber-se-á para onde se quer ir?

terça-feira, setembro 26, 2006

AS IMAGENS E NÓS A Fábrica do Olhar

"Leonardo critica os artistas, «demasiado numerosos», que não possuem os conhecimentos necessários à sua prática: «Para dispor correctamente os membros de um nu nas suas posições e gestos, o pintor deve conhecer a anatomia dos nervos, ossos, músculos, tendões, de modo a que, sabendo que nervo ou músculo determina este ou aquele movimento, mostre proeminentes e maiores apenas esses e não o resto da membratura, como fazem muitos pintores que, para darem ares de grandes desenhadores, representam nus tão lenhosos e pouco graciosos que, vendo-os, mais parecem um saco de nozes do que uma forma humana, ou mais um molho de rábanos do que músculos de um nu .» Porque «aqueles que gostam da prática sem possuírem a ciência, são como o piloto que embarca sem timão, sem bússola, e nunca sabe exactamente onde vai [...]». Deve-se manter o espírito alerta, aberto à criação de imagens: «Não imites certos pintores que [...] abandonam a sua obra e, para fazer exercício, vão passear, já que a lassidão do espírito lhes prejudica a visão ou a percepção de várias coisas. Muitas vezes, encontram amigos ou parentes que os saúdam e, embora os vejam e ouçam, reparam tanto neles como se fossem ar.»
Longe de ouvir a razão e os conselhos dos antigos que preconizam que o cientista deve debruçar-se apenas sobre objectos fixos e formas simples, da Vinci obedece em primeiro lugar à ordem do olhar, dedicando-se resolutamente aos contornos incertos. Os turbilhões indescritíveis não amedrontam o cientista nem o pintor. É como artista que se dedica à representação de uma tempestade: «Que o mar agitado e tempestuoso faça turbilhões, espumoso, entre a crista das suas vagas; e que o vento leve pelo ar tumultuoso as gotas de água mais subtis, como uma bruma espessa e envolvente. Representarás os navios com a vela rasgada, os farrapos abanando ao vento com os seus cordames partidos; mastros partidos caem no convés e o furor das ondas quebra o barco; alguns homens gritam, agarrados aos destroços. Mostrarás as nuvens empurradas por ventos impetuosos, lançadas contra os altos cumes das montanhas, ou retorcendo-se, formando turbilhões como a vaga que se abate sobre as rochas. O próprio ar será medonho, por causa das trevas sinistras feitas de poeiras, neblinas e nuvens espessas .»
As palavras de Leonardo são imagens. E as imagens do pintor valem palavras: «[...] tu, pintor, se não souberes executar as tuas figuras, serás como o orador que não sabe servir-se das suas palavras.»"
Capítulo I, Gravura
In Monique Sicard, A Fábrica do Olhar: Imagens de Ciência e Aparelhos de Visão, século XV-XX, Lisboa, Edições 70, 2006 (no prelo).

OS LIVROS E NÓS

O livro de Gustavo Cardoso, Os Media na Sociedade em Rede, foi apresentado na Fundação Calouste Gulbenkian por António José Teixeira, director do DN e por José Alberto Carvalho, jornalista da RTP. O livro é a publicação da tese de doutoramento de Gustavo Cardoso.

AJT

Eis alguns excertos das palavras de José Alberto Carvalho:






( a completar...)

OS LIVROS E NÓS Hoje

"Os Media na Sociedade em Rede", de Gustavo Cardoso, será apresentado hoje, pelas 18 horas na sala 1 da Fundação Calouste Gulbenkian.O livro será apresentado por António José Teixeira e José Alberto Carvalho.

PROXIMIDADES Adriana Calcanhoto

segunda-feira, setembro 25, 2006

O CINEMA E NÓS Festivais

O 29º Festival Internacional de Films de Femmes de Créteil et du Val de Marne,vai realizar-se entre os dias 23 de Março de 2007 em Créteil, França.
O prazo limite para inscrições é até 30 de Novembro de 2006. Recebido daAPORDOC

O CINEMA E NÓS Festivais

O 4º Berlinale Co-Production Market, que terá lugar entre os dias 11 e 13 de Fevereiro de 2007 dentro das iniciativas do 57º Festival Internacional de Berlin.
O prazo limite para inscrições é até 2 e Novembro de 2006.

Para mais informações visite este site
Recebido da APORDOC

AS IMAGENS E NÓS Agenda-Festival

A Junta de Freguesia de Corroios e a Associação Move-a-Mente, com o apoio da Câmara Municipal do Seixal, organizam o 5º Festival de Vídeo de Corroios - VIDEOCOR'2006. Podem concorrer ao Festival, todos os que obedeçam ao regulamento disponível no endereço .
O prazo para inscrições é até 27 de Outubro.
O VIDEOCOR'2006 decorrerá na Vila de Corroios de 5 de Novembro a 11 de Novembro e tem como objectivos promover o vídeo como expressão artística e encorajar a produção de vídeos, proporcionando a sua divulgação.

Para algum esclarecimento adicional seguem contactos:
Carlos Santos
Telf. | 21 253 58 14
Fax. | 21 254 65 83
E-mail | cultura@jf-corroios.pt

Recebido daAPORDOC

O JORNALISMO E NÓS Provedorias

O meu artigo no DN intitula-se Socorro! Ou será help?

Compreende-se que um escritor tenha mais liberdade de inovar ou de repetir termos de outras latitudes. A imprensa escrita é feita para todos os leitores, mesmo os que não conhecem a língua inglesa.

domingo, setembro 24, 2006

A IMPRENS E NÓS Direitos

A coluna de hoje de Francisco Teixeira da Mota, no Público, descreve um caso bem particular. Segundo o autor, casos como este vão ficar sem possibilidade de recurso para o Supremo Tribunal de Justiça, pois havia decisão desfavorável à queixosa em 1ª instância e no Tribunal da Relação. Trata-se de uma cidadão que foi vexada e humilhada num restaurante: o caixa desconfiou que a nota era falsa e...O melhor é ler a crónica de que deixo um excerto:

Recorreu a Joana aos tribunais, narrando o que se passara e pedindo que a empresa em causa fosse condenada a pagar-lhe, a titulo de indemnização, a quantia de 10.000.000$00. Não teve grande sorte: o tribunal da 1.ª instância e o Tribunal da Relação de Lisboa absolveram a empresa, também não vendo no que se passara, nada que justificasse qualquer indemnização.
Teve, no entanto, sorte a Joana porque não estava, ainda, em vigor uma reforma da lei do processo que faz parte do recente "Pacto da Justiça" e que proíbe o recurso para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de decisões do Tribunal da Relação que confirmem a decisão do tribunal de 1.ª instância. Com esta nova regra processual, chamada da "dupla conforme", vai-se, alegremente, cortar e deitar fora um bom pedaço do tecido jurídico que nos protege das inclemências ( e incompetências) da vida moderna...

A TELEVISÃO E NÓS

No seu texto de hoje, no Público, Eduardo Cintra Torres queixa-se de diversidade de critérios a partir do modo como está a ser encarado, nomeadamente pela ERC, o recente caso da demissão de Carlos Daniel.
"No caso Daniel mantêm-se a compostura, como se pressões e sua aceitação fizessem parte de um jogo que temos de aceitar como normal. Eu não aceito. Ao contrário do que sucedeu com o meu artigo, que eu saiba a ERC não tomou a iniciativa de abrir um inquérito às notícias de pressões do poder desportivo sobre a RTP publicadas no PÚBLICO, O Jogo, A Bola, Correio da Manhã, etc. Mas devia. O caso é igualmente sério e não pode haver critérios opostos."

A INTERNET E NÓS You Tube

No Público de hoje João Pedro Pereira escreve sobre o YouTube.

"Numa altura em que os conteúdos audiovisuais na Internet começam a fazer concorrência à televisão, uma pequena empresa está à frente dos gigantes on-line"


O DN também dedica o seu Tema à revolução digital.

O JORNALISMO E NÓS Lá fora

No Le Monde pode ler uma notícia sobre a detenção de Bilal Hussein, contratado como fotógrafo pela Associated Press. Antes vendia telefones portáteis mas a AP assegura que o contratou depois de ter passado a pente fino o seu trabalho como fotógrafo. Bilal tem enviado fotografias tiradas do outro lado do conflito, tendo uma delas valido o prémio Pullitzer de 2004. Depois disso houve reacções nos EUA tentando comprometer o jornalista como um dos inimigos do poder instituído no Iraque, e não apenas fotógrafo. Vale-lhe agora a prisão ao lado de 13000 outros detidos. A AP considera que deve dar pontos de vista sobre os dois lados do conflito. Pode ver algumas fotos de Bilal Hussein aqui bem com argumentação sobre os que o consideram que há ligação do seu trablho com o dos grupos terroristas.

"Depuis plus de cinq mois, l'Irakien Bilal Hussein, 35 ans, photographe de l'agence Associated Press (AP), est détenu à Camp Cropper, près de Bagdad, par l'armée américaine. Mais aucun procès n'est prévu. Aucune charge n'a été retenue contre lui. D'abord silencieuse, l'agence américaine a fini par tirer la sonnette d'alarme : "Bilal Hussein est retenu en violation des lois irakiennes et des conventions de Genève, a protesté Tom Curley, président d'AP, dans un communiqué du 17 septembre. Il doit être poursuivi devant la justice irakienne ou être relâché immédiatement."


Mais le Pentagone ne l'entend pas de cette oreille. Selon un porte-parole, Bilal Hussein "a des liens étroits avec des insurgés connus et il était impliqué dans des activités qui allaient bien au-delà de ce qu'on peut attendre d'un journaliste". L'armée dit être en possession de "preuves" - qu'elle ne dévoile pas."

sábado, setembro 23, 2006

O JORNALISMO E NÓS Público

Hoje pode ler-se no Público:

O comunicado PÚBLICO anuncia "política de reestruturação" A direcção do PÚBLICO emitiu hoje um comunicado que dá conta de uma "política de renovação e reestruturação" em curso no jornal, destinada "a reduzir os custos fixos em 15 por cento".


A notícia faz referência à crise na imprensa e também a maus resultados em 2006, embora deixando alguma esperança para melhorias em 2007. O que é certo é que a imprensa diária, expandida pelos gratuitos, não vive momentos fáceis. Sobretdo a que se designa por imprensa de referência.

O DN também se refere ao assunto.

sexta-feira, setembro 22, 2006

PROXIMIDADES Gilbert Becaud



AS IMAGENS E NÓS A Fábrica do Olhar

"Como podemos – ainda – acreditar nas imagens? Como podemos considerá-las testemunhas absolutas se temos por evidente que a imagem não é a coisa, o mapa não é o território?"

In Sicard, Monique, A Fábrica do Olhar: Imagens de Ciência e Aparelhos de Visão (Do Século XV ao Século XX), Lisboa, Edições 70, 2006


O livro sairá no próximo mês e será apresentado a 17 de Outubro, na Livraria Almedina, Atrium Saldanha, às 19h

A TELEVISÃO E NÓS Palavras do Papa

Segundo António Vitorino, também no DN, a televisão esta a jogar um importante papel no mundo muçulmano.
"Mas mais do que o relato das palavras do Papa feito pelos meios de comunicação ocidentais, o que fez a diferença desta "crise" foi a realidade comunicacional do próprio mundo muçulmano, designadamente as cadeias de televisão árabes e o seu impacto junto das respectivas populações. A natureza transnacional destes meios de comunicação produziu nos anos mais recentes um fenómeno novo que importa não menosprezar: é pela via comunicacional que se está a promover a unificação do mundo muçulmano, criando uma entidade única - o Islão - onde proliferam as divisões e os particularismos!"

AS IMAGENS E NÓS As palavras

O texto de hoje de Maria José Nogueira Pinto, no DN, é sobre a importância da palavra.
"O problema é a morte lenta da palavra. O problema não é áudio, vídeo ou digital.
É dentro das palavras que permanecem as coisas. No princípio era o verbo. A eternidade pode bem ser "um inaudível estrondo de palavras". Como a continuidade humana se manifesta no interminável rumor das palavras.
O que nos levou então a endeusar o provérbio oriental de que "uma imagem vale mil palavras"?"


É verdade que este provérbio pode ser visto como uma valorização da imagem em relação à palavra. Mas pode também ser entendido de forma mais benigna: ou seja, a imagem precisa das palavras para ganhar sentido.

O JORNALISMO E NÓS Lá fora

Um interessante texto "Reflections in the dark" pode ser lido no Poynter on line. O autor tece algumas considerações sobre o filme Lost in translation e mostra como é difícil aos jornalistas, como a todos nós, encontramos a nossa própria direcção.

"These are the nights I can't sleep. The newsroom chaos invades my dreams, pulling me down to the ocean's depths.
Our story in Dallas has become all too common: We must reduce the size of our newsroom. We have received and considered our buyout offers, or, as the corporation calls them, "voluntary severance packages." Whatever they're called, our lives have changed. Our lives will change. We have said goodbye to good people.
We have said goodbye to people we love and admire.
In the dark hours, I watch movies. Sometimes, movies help me make sense of the fractured narrative I'm living. I turn to "Lost in Translation," the 2003 film starring Bill Murray and Scarlett Johansson. The two lead characters, Bob and Charlotte, cross paths in Tokyo. Neither can sleep because of the time difference. Both feel lonely and out of place in the Japanese culture. Both are adrift in their lives. The younger Charlotte struggles for a sense of purpose. The older Bob, a movie star past his prime, has lost his way.

A romantic spark brings the two together. But they part ways knowing only the intimacy of friendship, and a fleeting one at that. Yet somehow their brief connection has changed their lives for the better. The connection has given them a focus, has propelled them out of their inertia.
In the newsroom chaos, we can lose our way. We can lose our sense of purpose.

"It's like a free fall," one of my colleagues says. "It's as if there are no rules." The uncertainty, laced with anger and anxiety, disorients us. Fear can make us leave, and fear can make us stay.
How can we find our focus? How can we come to understand who we are, and what is important to us?"

Vale a pena ler o resto....

O JORNALISMO E NÓS Lá fora

Um interessante texto "Reflections in the dark" pode ser lido no Poynter on line. O autor tece algumas considerações sobre o filme Lost in translation e mostra como é difícil aos jornalistas, como a todos nós, encontramos a nossa própria direcção.

"These are the nights I can't sleep. The newsroom chaos invades my dreams, pulling me down to the ocean's depths.
Our story in Dallas has become all too common: We must reduce the size of our newsroom. We have received and considered our buyout offers, or, as the corporation calls them, "voluntary severance packages." Whatever they're called, our lives have changed. Our lives will change. We have said goodbye to good people.
We have said goodbye to people we love and admire.
In the dark hours, I watch movies. Sometimes, movies help me make sense of the fractured narrative I'm living. I turn to "Lost in Translation," the 2003 film starring Bill Murray and Scarlett Johansson. The two lead characters, Bob and Charlotte, cross paths in Tokyo. Neither can sleep because of the time difference. Both feel lonely and out of place in the Japanese culture. Both are adrift in their lives. The younger Charlotte struggles for a sense of purpose. The older Bob, a movie star past his prime, has lost his way.

A romantic spark brings the two together. But they part ways knowing only the intimacy of friendship, and a fleeting one at that. Yet somehow their brief connection has changed their lives for the better. The connection has given them a focus, has propelled them out of their inertia.
In the newsroom chaos, we can lose our way. We can lose our sense of purpose.

"It's like a free fall," one of my colleagues says. "It's as if there are no rules." The uncertainty, laced with anger and anxiety, disorients us. Fear can make us leave, and fear can make us stay.
How can we find our focus? How can we come to understand who we are, and what is important to us?"

Vale a pena ler o resto....

quinta-feira, setembro 21, 2006

AS IMAGENS E NÓS em Outubro

Só faltam alguns detalhes, um deles importante: o lugar onde terá lugar o workshop. Saber-se-à para a semana.

1 FABRICAR IMAGENS: Um dia a falar de imagens
Dia 17 de Outubro de 2006

Na Universidade Nova de Lisboa - Departamento de Comunicação
Auditório 1 (Edifício B - Torre) Avenida de Berna Lisboa

Vai realizar-se, na Universidade Nova, em Lisboa, na Avenida de Berna, Um Dia a Falar de Imagens , sob o tema Fabricar Imagens. Esta iniciativa terá lugar no dia 17 de Outubro, entre as 10h e as 18h.

Neste debate participarão criadores de imagens de diferentes sectores. Todos falarão da sua obra, de como "fabricam" as imagens, que caminhos percorrem, para onde querem ir, perplexidades e dúvidas, enfim, os questionamentos proporcionados pela construção, difusão e usos das imagens.

As mesas terão, em geral, uma intervenção do orador com a duração de 15, máximo 20 minutos. Nesse tempo o orador deve incluir imagens que fabricou ou para as quais contribuiu - um excerto que não ultrapasse metade do tempo de exposição (o ideal cinco minutos de imagens, o máximo dez minutos de imagens). No fim da exposição de cada interveniente o público pode fazer perguntas breves para esclarecimentos. As intervenções sucedem-se uma após a outra. No fim de um grupo de intervenções haverá um debate geral. No fim do dia será feita uma breve síntese.

Além de Monique Sicard participarão Beatriz Batarda, Catarina Alves Costa, Eduardo Cintra Torres, Jacinto Godinho, José Carlos Abrantes, Lídia Jorge, Maria José Palla, Paulo Filipe Monteiro, Pedro Serrazina, Rui Cádima e Sérgio Treffaut.

Eis o programa que ainda pode sofrer alguma alteração.

10h Sessão 1 Fabricar Imagens
Paulo Filipe Monteiro, coordenador do Departamento de Comunicação da UN
José Carlos Abrantes, professor universitário
Monique Sicard, CNRS-Paris
11h 30 Intervalo
12 h Sessão 2 Fabricar Imagens com Palavras
Lídia Jorge, escritora
Os escritores também fabricam imagens?
13h Almoço
Sessão 3 Fabricar Olhares
Moderador: Jacinto Godinho, RTP
14h 30 Beatriz Batarda, actriz
15h Eduardo Cintra Torres, jornalista, autor de um DVD de Educação para os Media
15h 30 Debate
16h Intervalo
Sessão 4 Fabricar o real e o imaginário
Moderadora: Maria José Palla, Universidade Nova-Departamento de Estudos Portugueses
16h 15m Sérgio Treffaut, realizador de documentários
16h 30 Pedro Serrazina, realizador de filmes de animação
17h Sessão 5 Debate e síntese final
Síntese a cargo de
Rui Cádima, professor do Departamento de Comunicação da Universidade Nova
Catarina Alves Costa, do Departamento de Antropologia da Universidade Nova de Lisboa.
Entrada livre

2 Falar de Imagens
Dia 17 de Outubro, 19h

na Livraria Almedina, Atrium Saldanha

Fabricar o Olhar, livro de Monique Sicard.
Trata-se do primeiro livro de uma nova colecção sobre imagem intitulada A Construção do Olhar, das Edições 70. O livro será apresentado por Paulo Filipe Monteiro, da Universidade Nova de Lisboa, com a presença da autora e das Edições 70.

A Construção do Olhar
Uma colecção de livros sobre Imagens
nas Edições 70

A Construção do Olhar é o nome da colecção que este livro inaugura. Com três títulos por ano, a colecção procurará dar seguimento à concepção que as imagens se completam com as palavras: para falar de uma imagem são precisas mil palavras, diz-se. Esta é a razão maior para a colecção: publicar palavras sobre as imagens, os olhares, os ecrãs, os modos de as fabricar, de as ler e usar. Palavras que possam ser contributos para construir o olhar, para nos revelar modos de ver. Palavras que se ambiciona nos ajudem a não perecer num tsunami de imagens: as imagens, sem palavras e sem outras formas de apropriação e expressão, podem ter efeitos devastadores.

O primeiro livro a aparecer em Outubro será
A Fábrica do Olhar: Imagens de ciência e aparelhos de visão, séculos XV-XX de Monique Sicard. O livro foi editado em França pelas Editions Odile Jacob em 1998.

Entrada livre


3 Workshop La photographie: Un bien public?
Dia 18 de Outubro, 4a feira,
das 9h 30 às 12h 30 e das 14h 30 às 17h 30
Dirigido por Monique Sicard.
Inscrições limitadas a 25 participantes.
O atelier só se realizará com um mínimo de 15 participantes.
Neste momento não está prevista tradução simultânea.
As inscrições serão aceites por ordem de entrada e serão tornadas efectivas após envio do pagamento.

La photographie : un bien public ?

Les tout débuts de la photographie sont marqués par un exceptionnel intérêt des institutions publiques françaises. L'invention bénéficie d'emblée d'un statut de bien collectif que ne possédera pas le cinéma, à son émergence. L'histoire de la photographie en est irrémédiablement marquée. Lorsque la nécessité d'un arrêt su r image indispensable à la connaissance scientifique se fait sentir, lorsque le sentiment de la dégradation d'un monde qui se transforme se fait urgence, lorsqu'il importe de conserver la mémoire des grands travaux humains, voire d'identifier les ressortissants d'un territoire, la photographie est appelée au secours par les institutions publiques.

Cependant, il faut attendre les années 1980 pour que les politiques publiques prennent en compte ses dimensions culturelles spécifiques. La création d'un Centre national puis d'une Maison européenne, le lancement de grandes missions interministérielles, les actions du Ministère de l'environnement, la création ou la revalorisation de collections publiques... abolissent les frontières entre une photographie-document et une photographie artistique. Elles donnent naissance à des images, des collections originales, de nouvelles esthétiques orientées par les commandes et les politiques.

Il reste que ces actions ne sont pas dénuées d'ambiguïtés. Se lancer dans l'utopie d'une couverture photographique du territoire soulève de nombreuses questions. Mettre la création artistique au service d'une commande publique ou simplement, choisir ce qui fera officiellement "art" demain, s'accompagne d'inévitables tensions d'ordre esthétique, pratique, juridique...

L'atelier s'organisera autour d'une série d'exemples tant historiques que contemporains, illustrés par des images et des textes d'accompagnement.

Ils seront choisis parmi les propositions ci-dessous (sous réserve des documents disponibles) :

- les premières photographies et les politiques de François Arago

- la Mission héliographique de 1851 et la photographie des monuments

- Alphonse Bertillon et les ambiguïtés d'un marquage identitaire

- Les politiques du Centre National de la photographie, leurs incidences sur le statut de la photographie

- La dynamique des collections de l'Institut de France

- La Mission DATAR, la Mission photographique TRANSMANCHE, l'Observatoire photographique du paysage : un bilan

- La collection de la Caisse des dépôts

- Les politiques photographiques et la décentralisation : les fonds régionaux d'art contemporains, les musées régionaux et départementaux. Exemples du FRAC Haute-Normandie, du Musée Nicéphore Niépce de Châlon-sur-Saône

AS IMAGENS E NÓS Uma cronologia do cinema

1824 Peter Mark Roget
"The Persistence of vision with regard to moving objects"

1877 Eadweard Muybridge
24 câmaras para filmar um cavalo a correr

1894 Edison regista direitos sobre filmes

1895 Lumière 28 de Dezembro de 1895

1896 George Meliès começa a sua actividade

1902 Viagem à Lua de G Melies

1903 The Great Train Robbery de E Porter

1907 Filme de arte O assassinato do Duque de Guise

1910 Pathé et Gaumont instalam o seu império

1914 Nascimento de uma Nação de Griffith

1919 Começo do expressionismo alemão
O Gabinete do Dr Caligari de Robert Wiene

1922 Nanouk, o esquimó de R. Flaherty

1926 John Grierson usa o termo documentário

1927 O Cantor de Jazz

1925 Eisenstein O couraçado Potemkin

1929 Dziga Vertov O homem da câmara

1929 Oscares
Dziga Vertov O homem da câmara

1931 M Matou o 1º sonoro de Fritz Lang

1933 King Kong
de Ernest S. Schoedsack e Merian Cooper

1934 O triunfo da vontade de Leni Riefensthal

1935 Comédia musical Fred Astaire-Ginger Rogers

1939 Côr E tudo o vento levou

1940 Citizen Kane de Orson Welles

1942 Ossessione de Luchino Visconti Neorealismo

1948 Ladrão de Bicicletas de Vittorio de Sicca

1951 Cahiers du cinema

1952 Serenata à Chuva de Stanley Donen

1953 A Túnica de Coster/20th Century Fox Cinemascope (TV)

1954 Janela Indiscreta de Alfred Hitchcok

1955 Morte de James Dean

1959 A Nova Vaga (Godard, Chabrol)

1961 Cinema verdade
Crónica de um verão de Jean Rouch e Edgar Morin

1962 Morte de Marylin Monroe

1968 2001 Odisseia no Espaço de S. Kubrik

1977 A Guerra das Estrelas de George Lucas

1990 O Decágolo de Kielowsky

1993 Jurassik Park

1996 À Procura de Ricardo de Al Pacino


Fica o desafio: sugira acrescentos, cortes, modificações.

A TELEVISÃO E NÓS Floribella

Teresa Guilherme reconhece que ‘Floribella’ pode perder espectadores com o horário a que vai para o ar, 21h30, numa altura em que os jovens já regressaram às aulas. “Não tenho a ver com isso e acredito que o Francisco [Penim] quando coloca a novela nesse horário é porque não tem alternativa. Quando o fez a primeira vez... arriscou. Estamos todos do lado dele e a apoiá-lo nessa decisão. Agora, com a mudança da hora, as crianças vão ter mais dificuldade em acompanhar a novela, até porque se deitam mais cedo. O Francisco há-de ter uma solução para isso. A verdade é que os ‘Morangos’ estão todos os dias nesse horário.
Lido no Correio da Manhã. ”


Onde estão as famílias? Até que horas deixam as crianças e jovens reféns da programação televisiva? E as associações de pais? E os professores que pensam disto? Não se entende muito bem como é que um programa que se sabe ter os jovens e adolescentes entre o seu público mais fiel começa às 21h 30. A não ser que a permissividade sobre as horas de recolher e sobre as tarefas escolares seja a regra nas famílias. Mas a globalização não perdoa. Há no mundo outros critérios, estou certo.

A TELEVISÃO E NÓS

A demissão de Carlos Daniel, na RTP é hoje referida pelo DN. E, à demissão são ligadas pressões, embora desmentidas, da FPF.

OS MEDIA E NÓS Lá fora

Segundo o Libération Le Monde Diplomatique separou-se da Attack.

OS MEDIA E NÓS Lá fora

Video downloads have reached phenomenal proportions - 100m are downloaded daily on YouTube,


pode ler neste artigo do The Guardian. O texto refere-se, entre outras assuntos, aos direitos de autor e à difusão comercial que este sítio e outros semelhantes estão a levantar.

OS MEDIA E NÓS Nova revista

Lançamento da inovar·te, a revista de inovação.
No dia 29 de Setembro de 2006 será lançada nas bancas a revista de inovação inovar·te.

quarta-feira, setembro 20, 2006

OS BLOGUES E NÓS

Rui Bebiano escreveu, em 6 de Setembro, no A Terceira Noite...

Aconteceu
Cheguei, via Eduardo Pitta, a uma pequena entrevista de Carlos Pinto Coelho publicada no Miniscente. Pinto Coelho descreve aí a blogosfera como «território exclusivo de adolescentes», como um espaço para «autores frustrados que só ali conseguem publicar-se», ou para «almas solitárias à procura de um qualquer eco». Não sei que coisa pensarão disto pessoas como José Pacheco Pereira, Vital Moreira, José Medeiros Ferreira, Miguel Vale de Almeida, Francisco José Viegas, Pedro Mexia, Rui Tavares ou Fernanda Câncio, todo eles conhecidos «adolescentes», embora uns mais imberbes do que os outros. E as muitas dezenas de frustrados e almas solitárias mais ou menos da minha geração. Para não falar dos mais novos, muitos de estofo notável, que já não têm conta nestas andanças. Mas não posso deixar de reparar em mais este testemunho de uma certa violência verbal contra os processos de comunicação e de criação introduzidos pela revolução digital. Infelizmente habituei-me a eles há mais de uma década, quando o computador liagado à rede ainda era maioritariamente considerado, no meu ambiente profissional, como qualquer coisa de desviante, entre a máquina de flippers e a cabina de peep show. Quando chegam de pessoas sóbrias e atentas, estes comentários tornam-se particularmente tristes.

A INTERNET E NÓS Exibicionistas?

Num artigo do Washington Post pode ler um artigo muito crítico sobre a internet e a bçogosfera, nomeadamente sobre a crescente exposição da vida privada que os blogues, o You Tube e outros serviços têm estimulado.

The blogosphere is often seen as mainly a political arena. That's a myth. According to the Pew estimates, most bloggers (37 percent) focus on "my life and personal experiences." Politics and government are a very distant second (11 percent), followed by entertainment (7 percent) and sports (6 percent). Even these figures may exaggerate the importance of politics. Half of bloggers say they're mainly interested in expressing themselves "creatively."

O CINEMA E NÓS Festivais

É o APORDOC

terça-feira, setembro 19, 2006

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL Açores

Paisagem entre o Pico do Carvão e a Lagoa do Canário (Portugal)


Originally uploaded by Portuguese_eyes.

OS LIVROS E NÓS Dicionários

Dicionários
Chama-se One Look Dictionary Search e tem 7,511,869 words in 931 dictionaries indexed

enviado por Manuel Teixeira.

O CINEMA E NÓS Um seminário e uma masterclass

SEMINARIO

El seminario CINE Y MEMORIA Ilustración, interpelación o re-escritura del pasado que impartirá, entre los días 2 y 6 de octubre, la prestigiosa documentalista y antropóloga argentina Carmen Guarini dentro de Docúpolis 2006.

Carmen Guarini es una de las personalidades más interesantes del cine latinoamericano. Directora de cine documental, profesora universitaria de antropología y productora fundadora del grupo CINE OJO su experiencia aúna, como pocas más, práctica y teoría, acción y reflexión.
Desde 1985 ha dirigido numerosos documentales comprometidos con la realidad social de su país, entre otros sobre los colectivos Madres de la Plaza de Mayo (La voz de los pañuelos, 1992) o H.I.J.O.S. (H.I.J.O.S. El alma en dos, 2002). Su trabajo de producción y la amistad –que la liga con gente como Jean Rouch, Fernando Birri o Edgardo Cozarinsky- la han convertido en un sólido punto de referencia dentro del mundo del cine.
Su presencia en Barcelona, en el marco de Docúpolis, nos ofrece una voz singular y perspicaz, que compartirá sus experiencias en el seminario “Cine y memoria: ¿Ilustración, interpelación o reescritura del pasado?”. El seminario se impartirá en la sede de la SGAE-Fundación Autor en Barcelona (co-organizadora del acontecimiento con la asociación Tercer Ojo), las tardes de la semana del 2 al 6 de octubre.
El seminario de Carmen Guarini es una de las múltiples actividades paralelas de la edición 2006 de Docúpolis – Festival Internacional Documental de Barcelona que presentará, del 4 al 8 de octubre, más de 100 documentales en el CCCB.

Para mais informações sobre o seminário
seminario@docupolis.org


MASTER CLASS

La nueva sección se llama Masterclass y está destinada a consolidar el festival como espacio de educación y contacto entre toda persona interesada en el mundo del documental. Tres jóvenes expertos de reconocido prestigio ofrecen su punto de vista sobre temas de actualidad tanto a profesionales como a estudiantes y aficionados. Masterclass constará de tres encuentros que tendrán lugar en el Centro de Cultura Contemporánea de Barcelona (CCCB) los días 5, 6, y 7 de octubre de 11 a 14 horas.

La primera clase la impartirá Elena Rodrigo, especialista en la distribución de películas documentales, que hablará de esta labor desde un punto de vista práctico, de la fase de promoción a la de difusión. Le seguirá el día 6 de octubre el artista y compositor audiovisual Jacobo Sucari, quien propondrá una aproximación a las nuevas estrategias del documental a partir del visionado de numerosos fragmentos, en particular de formatos expandidos y vídeo-instalaciones. Cerrará el ciclo el sonidista formado en la Escuela de Cine de San Antonio de los Baños (Cuba) Álvaro Silva, con una charla sobre la especificidad del trabajo de sonido en el cine documental, a partir de su experiencia con directores como Patricio Guzmán, Javier Corcuera o Icíar Bollaín.

Para mais informações sobre a masterclass
masterclass@docupolis.org
Recebido daAPORDOC

O CINEMA E NÓS Festivais

O International Film Festival de Roterdão, a realizar-se entre 24 de Janeiro a 4 de Fevereiro de 2007, tem os seguintes prazos de inscrições:

Curtas Metragens (menos de 60 minutos) e Documentários : 1 de Outubro de 2006
Longas Metragens (mais de 60 minutos) 1 de Novembro de 2006

O CineMart a realizar-se entre 28 de Janeiro a 1 de Fevereiro de 2007 inserido nas iniciativas do International Film Festival de Roterdão, pretende reunir projectos de realizadores/produtores dando uma oportunidade de co-financiamento ou co-produção, não interessando em que fase se encontra o referido projecto, terão que ser recentes ou em desenvolvimento.

Para mais informações
Recebido do ICAM e reenviado pela APORDOC

O CINEMA E NÓS Festivais

8ª edição do Festival Internacional de Cinema de Aubagne, que terá lugar entre os dias 26 a 31 de Março de 2007, em Aubagne, França.
Data limite para inscrições de Curtas: 31 de Outubro de 2006
Data limite para Longas: 15 de Novembro de 2006
Para mais informações

Recebido do ICAM e reenviado pela APORDOC

AS IMAGENS E NÓS A Fábrica do Olhar

No dia 17 de Outubro será apresentado o livro A Fábrica do Olhar: Imagens de Ciência e Aparelhos de Visão, século XV-XX, da autoria de Monique Sicard. Por ser o primeiro livro da colecção das Edições 70 que vou dirigir e por manter com o livro uma relação de grande empatia, fiz o prefácio da obra, que aqui se divulga.

Prefácio


A Construção do Olhar é o nome da colecção que este livro inaugura. Com três títulos por ano, a colecção procurará dar seguimento à concepção que as imagens se completam com as palavras: para falar de uma imagem são precisas mil palavras, diz-se. Esta é a razão maior para a colecção: publicar palavras sobre as imagens, os olhares, os ecrãs, os modos de as fabricar, de as ler e usar. Palavras que possam ser contributos para construir o olhar, para nos revelar modos de ver. Palavras que se ambiciona nos ajudem a não perecer num tsunami de imagens: as imagens, sem palavras e sem outras formas de apropriação e expressão, podem ter efeitos devastadores.

Começamos com A Fábrica do Olhar, de Monique Sicard. Este livro foi editado na colecção Champ Médiologique, uma iniciativa da editora francesa Odile Jacob que agrupou trabalhos ligados à mediologia. Este conceito surgiu em 1979 no livro Le Pouvoir Intelectuel en France, de Regis Debray. Pretendeu incluir análises de todos os medium e procurou retirar o protagonismo excessivo aos media de actualidade. Simultaneamente introduziu uma perspectiva histórica de longo prazo na investigação de cada medium. Autores como Serge Tisseron, Daniel Bougnoux, Jacques Perriault, Bernard Stiegler, Catherine Bertho Lavenir, Pierre Levy, entre outros, além de Monique Sicard e Régis Debray alimentaram os 18 números da revista Cahiers de Médiologie e, a maior parte deles, publicaram na referida colecção. O espectáculo, os poderes do papel, a bicicleta, o automóvel, a transmissão, a estrada, o rosto foram alguns temas da revista publicada entre 1986 e 2004.

A escolha deste livro para abrir a colecção foi uma escolha convicta e rápida. Trata-se de uma obra que o leitor apreciará pois, sendo um livro erudito, não é um livro difícil . Trata de acontecimentos e pessoas quantas vezes próximos, mas mantém a distância que o conhecimento exige. Debruça-se sobre tempos idos, mas dá constantemente relevo à modernidade. Dá importância às técnicas que fabricam imagens sem esquecer a dimensão social que, em cada momento histórico, tais imagens assumem. É um livro que se passeia na história, mas mantém a presença dos questionamentos de hoje. Acumula detalhes, sem esquecer a compreensão geral. Mostra como certas imagens surgiram e esclarece os seus processos de fabrico e de difusão. Tanto interroga os sentidos físicos quanto equaciona epistemologias. Mostra como homens do renascimento, zoólogos, botânicos, artistas, médicos, astrónomos, fotógrafos, arqueólogos, políticos, realizadores, divulgadores da ciência, programadores de viagens no espaço, matemáticos e outros profissionais criaram imagens ou ajudaram na sua difusão. Nomes? Leonardo da Vinci, André Vesale, Albrecht Durer, Robert Hooke, Antoni Leeuwenhoek, Nièpce, Daguerre, Arago, Galileu, Eadweard Muybridge, Lineu, Carl Sagan, entre os mais conhecidos. Não é pois um livro fruto de afirmações esotéricas habituais nalguns especialistas deste domínio. É antes um livro sobre um largo espectro de saberes que se cruzaram nas imagens. Esta mestiçagem é seguramente uma mais valia, agrupando uns e outros à volta do estatuto das imagens. E é também uma mais valia para os utilizadores de imagens que somos: percebemos melhor como as imagens interagem com a nossa vida, seja no ecrã de televisão, na tela de cinema, na escavação do arqueólogo, na sala de exposições, mas também no acto médico ou nos manuais escolares dos nossos filhos. Enfim, passamos a olhar de outro modo o terreno simbólico que pisamos, de forma automática, em cada dia. É essa uma das funções do conhecimento e um acto que deriva, com naturalidade, da leitura deste livro.
Depois da leitura, capítulo a capítulo, fica também a certeza que as imagens, não têm sido um apêndice menor na revelação da complexidade das coisas. A imagem está no centro de algumas mudanças que alteraram o pensamento humano. Galileu, por exemplo, observou o céu, a lua e outros planetas com uma luneta que lhe permitiu chegar aonde o olho humano não alcançava. E teve que contar com a desconfiança de muitos, avessos a legitimarem um novo objecto que via longe. Galileu contestou-os, afirmando que calibrou o seu instrumento a partir de milhares de objectos terrestres e outros tantos celestes. E os efeitos desse novo olhar foram fulminantes: “As consequências simbólicas destes novos saberes são imensas e simples: a nossa posição no centro do universo desapareceu para sempre. É difícil imaginar as perturbações causadas por uma luneta óptica” (Sicard, p. 40).
Outro exemplo pode ser retirado da globalização do olhar, nos nosso dias. Esquecemos que, ainda no final do século XIX, na Europa como nos EUA, cientistas de renome defenderam a existência de vida em Marte. Sulcos observados na superfície do planeta foram interpretados como um sistema de canais que os “marcianos” teriam construído ou mesmo como uma rede da caminhos de ferro, à semelhança do que então ocorria na Terra. Só passaram 125 anos. No fim dos anos 70, um século depois, as sondas Viking observam de perto o planeta e em 1997 uma outra sonda espacial, a Pathfinder, coloca um robô em Marte . “Não se fabrica o mesmo planeta se virmos Marte a olho nu, se o observarmos com uma óptica medíocre ou se enviarmos um robô munido de sensores para percorrer a sua superfície. Os sistemas técnicos de observação, bem como os da produção de imagens que lhes estão associados, estruturam os saberes e dirigem os imaginários” (Sicard, p.158). Afinal as imagens de Marte confirmaram os avanços entretanto realizados pela astronomia, ciência de ver ao longe. E mostraram-nos que o planeta é uma superfície deserta e seca, um ambiente impossível de albergar vida humana. Para isto contribuíram os olhos artificiais do robô, pousados em lugares onde o olhar humano nunca testemunhou. Eis mais um aspecto sublinhado neste livro. A imagem distancia-se do olhar humano. Neste, como noutros exemplos, vemos cada vez mais, não o que os olhos humanos vêm, mas o que é fabricado nos computadores, ausente de quaisquer referências corpóreas directas, fenómeno confirmado por outros autores (ver nomeadamente Crary, p. 20).
Demasiados influenciados pelas imagens estandardizadas dos nosso televisores, deixamo-nos frequentemente cair na tentação de considerar as imagens como sendo o parente pobre da palavra. Não o são. As imagens são complexas pela sua estrutura, pelos dispositivos que as fabricam e distribuem, mas também pelas relações que estabelecemos por causa delas e com elas. Uma imagem pode ter a complexidade de ser descrita e interpretada por mil palavras, o que mostra aliás a forte interacção de ambos os campos.
É importante mostrar que o olhar tem sido fabricado ao longo dos séculos, que não tem sido igual no renascimento ou no século XIX, no início dos séculos XX ou XXI . E que os dispositivos técnicos têm sido decisivos no fabrico como na distribuição das imagens. E ainda realçar que não só a técnica conta pois também marcam os imaginários com que as fabricamos e as lemos.
Se o olhar é fabricado, teremos, por último, que retirar duas consequências. A primeira é que o olhar também pode e deve ser ensinado, levando os consumidores de imagens a melhor entender a sua génese, o seu fabrico, a sua distribuição e, sobretudo, a melhor entender a forte e constante relação que com elas estabelecemos momento a momento desde tempos já longínquos. E o que ensinar? Talvez seja prudente seguirmos a opinião de pessoas sábias: “ Não sei se é possível algo como um sistema coerente para ler as imagens, similar àquele que criamos para ler a escrita (um sistema implícito no código que estamos decifrando). Talvez, em contraste com um texto escrito no qual o significado dos signos deve ser estabelecido antes que possam ser gravados na argila, ou no papel, ou atrás de uma tela electrónica, o código que nos habilita a ler uma imagem, conquanto impregnado por nossos conhecimentos anteriores, é criado após a imagem se constituir – de um modo muito semelhante àquele com que criamos ou imaginamos significados para o mundo à nossa volta, construindo com audácia, a partir desses significados, um senso moral e ético, para vivermos (Manguela, pp 32/33).” Ou seja, será prudente fomentar práticas de leitura para que os olhares se invistam, minimizando conteúdos incertos. E, também, criar imagens, em todos os suportes, fazendo com que os públicos em formação tenham as “mãos na massa”, se possam exprimir. A segunda consequência relaciona-se com os lugares desse fabrico e consumo, que devem merecer a nossa melhor atenção. Os dispositivos pelos quais entramos em contacto com as imagens de televisão são diferentes daqueles que a indústria cinematográfica nos proporciona, por exemplo. Algumas convergências também têm nascido a partir de certos objectos técnicos como o DVD, que nos proporciona as séries televisivas, onde há obras de excepção, como os melhores cineastas. Mas há outro lugar pelo qual passa o fabrico e o consumo das imagens a ocupar progressivamente lugar de destaque nas reflexões sobre a imagem: o nosso corpo, lugar de mediação, de fabrico, de localização. “Aos olhos do antropólogo, o homem não aparece como o dono das suas imagens, mas – o que é completamente diferente – como o “lugar das imagens” que ocupam o corpo; ele é entregue às imagens que produz, ainda que não cesse de as querer dominar (Belting, p.18). ”
Este livro diz-nos ainda que as dimensões imprevistas sucedem-se quando o olhar, atento, funciona. Deixemos que aconteçam e vivamos a sua evolução. Como fizeram os fabricadores do olhar que Monique Sicard nos descreveu, interpretou e contextualizou.

José Carlos Abrantes

Lisboa, Agosto de 2006

Referências

BELTING, H., Pour une anthropologie des images, Paris, Gallimard, 2004 [2001].
CRARY, J., L’art de l’observateur: Vision et modernité au XIX ème siècle, Nîmes, Éditions Jacqueline Chambon, 1994.
DEBRAY, R., Cours de médiologie générale, Paris, Gallimard, 1991.
MANGUEL, A., Lendo Imagens, S. Paulo, Editora Schwarcz, 2003 [2000].

OS LIVROS E NÓS Machado de Assis

capa
Em que se baseia a ideia de esconder informação ou censurá-la? Ler os escritores como Machado de Assis ajuda-nos a dar resposta a essas interrogações:

"Realmente, a cabocla devia ter calado; o mal calado não se muda, mas não se sabe."


Só que hoje é cada vez mais difícil esconder, salvo por modos subreptícios. Machado de Assis escreveu este livro em 1901, altura em que era mais fácil manter o mal calado.

OS MEDIA E NÓS Lá fora

O NYT vai vender as nove televisões que possui. Razão: prefere concentrar-se nos 35 sites do grupo, pois a publicidade na internet tem subido consideravelmente.

Aux Etats-Unis, le volume de la publicité sur le Net est passé de 9 à 12 milliards de dollars entre 2004 et 2005, alors qu'il dépassait 50 milliards de dollars pour la télévision par câble et hertzienne. Si les réseaux télévisés classiques (CBS, NBC, ABC, etc.) ont vu leurs recettes publicitaires diminuer de 1,5 % l'année passée, selon l'institut Nielsen, la pub sur le câble a, elle, augmenté de 11 %. C'est que les annonceurs souhaitent cibler davantage leurs publicités, et les médias numériques leur paraissent plus efficaces à cet égard. A preuve, l'augmentation de 17 %, l'an dernier, du volume d'annonces sur les télés diffusant en langue espagnole.

segunda-feira, setembro 18, 2006

AS IMAGENS E NÓS


mEYE 3
Originally uploaded by S@Z.

PROXIMIDADES Chico Buarque

Vem aí o Chico Buarque, em Novembro.

O JORNALISMO E NÓS Os incêndios

Eduardo Cintra Torres alargou o corpo de análise ao modo como as televisões cobriram os incêndios entre 5 e 15 de Agosto no seu artigo de ontem do Público. Alguns dados ficam mais consistentes com esse campo de análise mais alargado. Como Eduardo Cintra Torres não acrescenta novas informações sobre as anteriores acusações presume-se que as mantém.

No dia 15 os incêndios já tinham abrandado. O alerta passara de laranja a amarelo no domingo, 13, e a azul na terça, 15. Nesse dia, o Telejornal como que resumia a sua política editorial na semana em que, segundo esse mesmo noticiário, tinha ocorrido um terço dos incêndios do ano. Foi o dia em que o ministro António Costa foi a Carnaxide receber os bombeiros que estiveram na Galiza. Os três canais fizeram directos ao local. A entrevista da SIC em directo ao ministro teve uma duração de 2’23. A da TVI durou 2’34. O Telejornal deu ao ministro em directo 6’36. Depois de quase duas semanas dedicando aos incêndios menos ou muito menos atenção que os privados, o Telejornal deu 2,5 vezes mais tempo ao representante do governo.
O que está em causa não é se eu escrevi um artigo como jornalista, crítico, investigador ou tudo isso. O que está em causa é o condicionamento político da informação, que marca profundamente a acção deste governo (António Vitorino avisou os jornalistas logo que o PS ganhou as eleições: «Habituem-se!»). Numa excelente reportagem sobre a destruição pelo fogo do Parque Nacional da Peneda-Gerês, o jornalista Secundino Cunha (Correio da Manhã, 09.09) referiu o medo de autarcas e responsáveis ambientais em darem a cara, transformando-se em fontes não identificadas: «o receio de falar, sobretudo por parte dos funcionários do Parque e dos autarcas, foi uma constante ao longo da nossa reportagem. O mesmo se tinha passado na altura do incêndio, com os responsáveis da Protecção Civil a centrarem muita da sua actuação no controlo das informações e na proibição de acesso dos jornalistas aos locais mais importantes da tragédia.» As novas formas de censura em plena democracia são diferentes das dos tempos da ditadura, mas são de extrema gravidade para a democracia e o exercício das liberdades em Portugal. É isso que é preciso debater, é pela liberdade de expressão e informação que é preciso lutar, seja qual for o governo.

PROXIMIDADES Diana Krall

O JORNALISMO E NÓS O Independente

No Abrupto, José Pacheco Pereira transcreveu o artigo publicado no Público de 14 de Setembro sobre O Independente. Trata-se de uma análise certeira do papel deste jornal.

Em que é que O Independente foi diferente? Que frutos deu o jornal? O que é que mudou? A voz do desejo diz, olhando para o presente, que "fundou a direita moderna", livre nos costumes e sem preconceitos ideológicos. A frase tem todas as ambiguidades, mas pode-se aceitar em parte, numa pequena parte. Não vale a pena concentrar o debate de forma estéril negando a pequena parte em que O Independente também deu esse fruto, mesmo aceitando com largueza de espírito que essa "direita" é aquilo que acha que é.

Vamos ao outro lado, ao fruto bem mais pesado e importante que nasceu do ventre do Independente, o reforço, a "modernização" se se quiser, do populismo usando novas formas mediáticas e instrumentos mais poderosos no plano social e cultural. Esse populismo realizou todas as amálgamas de todos os populismos, quer à "direita", quer à "esquerda", exprimindo um sentimento contra os "políticos", antiparlamentar e anti-sistémico, explorando a desconfiança face aos poderosos, descrevendo-os como corruptos, arranjistas, motivados apenas pelo interesse próprio, despejando sobre eles editoriais inflamados de agressividade moral e denunciando os "escândalos" uns atrás dos outros. Muita coisa que hoje faz o 24 Horas, com mais fundamento jornalístico mas menos legitimação "cultural", poderia ser colocada no Independente com os mesmos títulos e destaques, com o mesmo efeito político e a vantagem da novidade.

Este populismo anti-sistémico agradava a uma faixa muito vasta, que ia desde os saudosistas do salazarismo, para quem a política era a "porca da política", até aos reformados que jogavam dominó numa sede qualquer do PCP na Margem Sul e passavam o tempo a barafustar contra os poderosos e a escrever cartas para o Correio da Manhã. Agradava também, e muito, a uma pequena burguesia urbana que começava a fazer com o "cavaquismo" um upgrade das suas expectativas para padrões europeus e que nas repartições e escritórios se sentia mais solta e lúdica para achar graça a gozar com quem lhes dava o pão. Era uma forma pouco subtil de irem à mão dos chefes e de encontrar no jornal o espelho da inveja socializada que era, e é, o cerne da sua relação com a sociedade.

Por último, O Independente era também atractivo para os pequenos e médio intelectuais cínicos, então quase todos à esquerda, que estavam desiludidos da eficácia dos pilares jornalísticos do velho regime, O Jornal e o Expresso, que não tinham sido capazes de travar a maioria absoluta de Cavaco e queriam vingar-se da humilhação que era serem governados pelos "pessedês", essa gente provinciana e inculta que não lia jornais e parecia não precisar deles. Entre estes intelectuais, estavam muitos jornalistas, um grupo crucial na vida política dos dias de hoje, que passaram a admirar O Independente, em particular se nele não trabalhavam. Diante dos seus olhos cínicos passou invisível o projecto político de Paulo Portas, sem nunca o terem visto, o que mostra como o cinismo dos intelectuais é bem fácil de enganar.

AS IMAGENS E NÓS Cinema

Esqueci no post anterior, mas tenho outra prioridade: ver o documentário Dr Estranho amor, de Leonor Areal. Dr Estranho Amor
Doutor Estranho Amor
Ou como aprendi a amar o preservativo e deixei de me preocupar
Exibição em 21 de Setembro às 15h30 no cinema Quarteto

integrado no Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa
sinopse
Este documentário mostra uma Brigada de estudantes de medicina que faz prevenção da SIDA numa escola. Ao longo de 10 semanas, acompanhamos os seus insucessos e conquistas junto de uma turma de adolescentes problemáticos. Um filme que nos coloca inúmeras questões sobre como falar de sexualidade, centrando o seu olhar no confronto de valores dos intervenientes e nos laços entre eles criados, ao longo desta experiência de mudar comportamentos e consciências.

Cinema Quarteto
Rua Flores de Lima, 16 (à Av. Estados Unidos da América)
1700-196 Lisboa
Tel. 21 797 13 78
Estação de Metro: Roma, Entrecampos
Bilheteiras: 14h00 às 24h00

Bilhete Normal – 3,00€
enviado por Leonor Areal e Apordoc

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL


Rio Douro-Setembro 2006
Originally uploaded by monicaA.
Passear no rio Douro

AS IMAGENS E NÓS Cinema

Há dois filmes em cartaz a que vou dar prioridade: o de Pedro Almodovar, Volver e 98 Octanas, de Fernando Lopes.

Hoje Eduardo Prado Coelho refere-se ao filme de Fernando Lopes e a uma entrevista deste ao JL.

Na entrevista que Fernando Lopes deu a Rodrigues da Silva, publicada no JL, vemos um realizador (ia a escrever: um homem como nós) a falar do deu filme, "98 Octanas" com enorme inteligência, capaz de explicar aspectos e subtilezas que têm escapado à maiora dos espectadores.


Para Eduardo Prado Coelho o filme 98 Octanas é a obra mais simpática de Fernando Lopes e por isso a mais contagiante. E, avança duas declarações do realizador na referida entrevista:

Na entrevista referida, o Fernando Lopes diz duas coisas que nos deveriam fazer reflectir. Em primeiro lugar, os actuais filmes portugueses são feitos com pouquíssimos meios. Como diz o Fernando, "há cada vez menos dinheiro para os filmes". É triste que seja o Partido Socialista a criar esta situação. Em segundo lugar, o Fernando realizou treze programas de vinte minutos sobre aforismos e provérbios, em que Agustina Bessa Luís conversa com Maria João Seixas. Há um ano que a RTP tem esta obra por lá esquecida e não a exibe. Quando pensamos nas séries cómicas nauseantes que nos dá a ver, ficamos desanimados.


A primeira, enfim, é discutível, mas são opções que o partido do governo toma e pelas quais será julgado em próximas eleições. Mas a segunda não dá para acreditar....

O JORNALISMO E NÓS Provedorias no DN

Ler mais é o título da minha crónica de hoje, no Diário de Notícias.

É óbvio que aumentar as oportunidades de leitura interessa aos jornais. Um povo que lê pouco e tem níveis de literacia baixos não pode ler muitos jornais.

domingo, setembro 17, 2006

OS LIVROS E NÓS Ecrãs em Mudança

A Livros Horizonte, o Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ)
e a Livraria Almedina têm o prazer de convidar V. Excª para o lançamento do livro

"ECRÃS EM MUDANÇA:
DOS JOVENS NA INTERNET AO PROVEDOR DE TELEVISÃO"

O livro será apresentado por

Carlos Fiolhais
Director da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra


No dia 4 de Outubro, às 21h, na Livraria Almedina Estádio, em Coimbra.



Estádio Cidade de Coimbra
Rua D. Manuel I, n.° 26 e 28
3030-320 Coimbra
Tel: 239 406 266
Fax: 236 406 312
Gerente: Eva Moutinho
estadiocc@almedina.net

O livro “Ecrãs em mudança” reúne contribuições sobre as relações da televisão e da internet com os seus públicos, sobretudo os jovens. Dá também relevo ao provedor de televisão recentemente instituído pela RTP. A interacção entre os públicos e tais tecnologias faz-se, sobretudo, a partir dos ecrãs, face aos quais nos entregamos, quotidianamente, mais ou menos tempo, na nossa actividade profissional e de lazer. Tais ecrãs estão em mudança pois, quer uns quer outros, sofrem transformações constantes nos conteúdos, nos dispositivos, nos públicos, nas tecnologias que os fazem estar presentes nas sociedades modernas. Este livro dá uma contribuição para entender melhor as relações entre os ecrãs e os públicos, facto maior das sociedades contemporâneas.

Textos de Jacques Piette/Universidade de Sherbrooke, Dominique Pasquier/École des Hautes Études en Sciences Sociales, Jacques Gonnet/Université de Paris III, Eduardo Marçal Grilo/Fundação Calouste Gulbenkian, Serge Tisseron/Université paris VII, Geneviève Guicheney/France Télévisions.

Abrantes, José Carlos, (Org.), Ecrãs em mudança: Dos jovens na internet ao provedor de televisão, Livros Horizonte/CIMJ, Lisboa, 2006 Tradução dos textos de francês e de inglês: António Melo e Vera Futscher Pereira.

sábado, setembro 16, 2006

O JORNALISMO E NÓS Lá fora

No Le Monde de hoje sabe-se que 52 deputados interrogaram o administrador da televisão pública por ter sido anunciado que Béatrice Schoenberg, apresentadora do telejornal de fim de semana, seria afastada dessa função a partir de Janeiro de 2007 e durante a campanha presidencial. A jornalista é mulher do ministro da coesão social.

Dans une lettre ouverte au PDG de France Télévisions, rendue publique vendredi 15 septembre, 52 députés UMP dénoncent le "congé" de la présentatrice du JT du week-end de France 2 Béatrice Schoenberg durant la campagne présidentielle.

Selon des informations rapportées dans Le Monde daté du 5 septembre, Patrick de Carolis a demandé à Béatrice Schonberg, épouse du ministre de la cohésion sociale, Jean-Louis Borloo, "de suspendre cette présentation [des journaux du week-end] à partir de janvier 2007" . Il ne s'agit pas d'un véritable congé, puisque Béatrice Schonberg continuerait à travailler comme rédactrice durant toute la durée de la présidentielle. "Nous devons être salués pour notre objectivité, notre sens de l'équité, notre refus du parti pris sans jamais oublier ce qui est la base de notre métier : la rigueur et la vérité", avait souligné le président de France Télévisions.


"On ne voit pas bien en quoi le fait d'être marié avec un ministre, ou un homme politique quel qu'il soit, devrait être suspect au point de remettre en question son honnêteté professionnelle", souligne le député UMP des Alpes-Maritimes, Lionnel Luca.

O JORNALISMO E NÓS

Oriana Fallaci, ontem falecida aos 77 anos, era um dos símbolos máximos de um jornalismo em vias de extinção. Um jornalismo que não deixava nenhuma pergunta incómoda por fazer, doesse a quem doesse. Um jornalismo que dialogava directamente com os protagonistas da História, fazendo da entrevista uma disciplina literária. E que tinha o mundo inteiro como palco de reportagem: nada do que era humano lhe era indiferente. No DN, texto de Pedro Correia

sexta-feira, setembro 15, 2006

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL



Originally uploaded by Portuguese_eyes.
Açores Lagoa do Fogo

OS LIVROS E NÓS

conviteVGM

A Bertrand Editora vai lançar
Andrómaca, de Jean Racine, e
Poesia 2001/2005, de Vasco Graça Moura,
no dia 21 de Setembro de 2006, às 18.30 horas,
no átrio do Teatro Nacional D. Maria II.

Apresentação de Maria Alzira Seixo;
Leitura de excertos por Beatriz Batarda
e Vasco Graça Moura.

Informação fornecida pela Livraria Bertrand

O CINEMA E NÓS Agenda para 2007

50th San Francisco International Film Festival (April 26 – May 10, 2007) Call for Entries
In April of 2007, the San Francisco International Film Festival (SFIFF) will mark its place in history as the first film festival in the Americas to celebrate its 50th anniversary. Since 1957, SFIFF has presented the best in world and independent cinema to intelligent and discerning Bay Area audiences and has become a beloved citywide cultural event and the crown jewel of the country’s most progressive film society. As it celebrates its 50th anniversary, close to 6,000 films have entertained and inspired roughly 2 million film enthusiasts.

Submissions to SFIFF 50 can be narrative, documentary, animation, experimental, youth-produced shorts and television works on film, video and digital media. Submissions must have been completed after January 1, 2006.

In 2006, SFIFF 49 presented 227 films from 41 countries and reached an audience of more than 82,000 film lovers, filmmakers, industry representative and journalists and awarded $18,5000 in cash prizes to filmmakers.

The early deadline for receiving entries is November 10, 2006 and the final deadline is December 8, 2006.

We hope to see you in April!

--San Francisco Film Society Programming Department

recebido da Apordoc

1001 RAZÕES PARA (não) GOSTAR DE PORTUGAL

O que se passa no futebol com o tráfico de influências não deve ser muito diferente de muitos outros tráficos, noutros domínios. A ideia de impunidade grassa. Não deixar correr é uma tarefa para todos.

A TELEVISAO E NÓS

A estação pública estreia esta noite, às 21h00, Cuidado com a Língua!, um programa sobre como bem falar e escrever correctamente a língua portuguesa apresentado por Diogo Infante. (...) O programa, que se pretende lúdico e ao mesmo tempo informativo, nasceu a partir de um projecto de José Mário Costa, que actualmente gere o site Ciberdúvidas, e a equipa editorial conta com a participação da professora Maria Regina Rocha e do jornalista João Lopes Marques.
Notícia do Público.



Por outro lado a TVI anunciou que vai fazer a adaptação do livro Equador, de Miguel Sousa Tavares.

O JORNALISMO E NÓS Lá fora

Se quiser saber sobre a crise do Liberation pode ler o Le Monde. Na página da internet está um novo plano de Rotschild para a refundação do jornal:
L'actionnaire principal du quotidien Libération, Edouard de Rothschild, a annoncé jeudi 14 septembre, mettre "actuellement la dernière main à son projet de refondation de Libération". Ce qu'il présente comme le "projet de la dernière chance" sera proposé au conseil d'administration du 27 septembre, ajoute le bref communiqué.

Mas encontra também eco de rumores de que o antigo director e fundador do jornal Edwy Plenel, estaria de regresso, bem como um apelo lançado na internet para a consituição de uma sociedade de leitores, modelo também existente no Le Monde. E sons e video. Se não sabe o que pode fazer um jornal na internet, vale a pena ver, ler e ouvir.

O Libération também escreve sobre a hora difícil que está a viver.

O JORNALISMO E NÓS Prémios Gazeta

O Clube dos Jornalistas fez a entrega dos Prémios Gazeta na 4a feira. Esteve presente o Presidente da República, que fez uma intervenção descontraída e bem humorada, sublinhando a necessidade de rigor e excelência nesta área. O Grande Prémio Gazeta foi atribuído a Cândida Pinto (SIC) e a Alexandra Lucas Coelho (Público), ex-aequo. O prémio revelação foi atribuído a Maria Inês Almeida e o de Mérito a Edite Soeiro. Na imprensa regional foi distinguido o jornal Barlavento.

Prémios gazeta

quinta-feira, setembro 14, 2006

PROXIMIDADES Bjork

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL Viseu


Viseu
Originally uploaded by Nuno Bernardo.

O JORNALISMO E NÓS Formação

Melhorar a formação dos jornalistas pode melhorar o jornalismo.
Veja o Poynter


One Size, One Shape Does Not Fit All

Poynter realizes that. That's why we offer you a choice. You can opt for a traditional Poynter experience in one of our core courses, or you can help us explore some new ground in different formats.

Our traditional seminars usually include 16 participants meeting at our St. Petersburg campus for five days. We also offer two- and three-day conferences in St. Pete for groups of 50 to 60, and weekend workshops around the country that serve several hundred journalists at a time.

With more than 40 learning sessions for professional journalists, Poynter has a course size and shape for everyone.

Covering Cancer: What's New?
9/24/2006
Best Practices for Newsroom Training
10/6/2006
50 Ways to Write With Roy Peter Clark (WWTWR-07)
Porque não melhorar o jornalismo aproveitando formação de qualidade?
1/31/2007
Convergence for College Educators (N301-07)
2/25/2007
Reporting & Writing for Multi-Platform Newsrooms (W401B-07)
3/11/2007
Poynter EyeTrack07: Discover its Power (GETRK-07)
4/10/2007
Teaching Diversity Across the Curriculum (E301-07)
5/20/2007
Summer Fellowship for Young Journalists: Reporting & Writing (W201-07)
6/3/2007
The Complete Assigning Editor (W421B-07)
6/18/2007
Coaching Ethics When the Stakes Are High (E401-07)
9/30/2007
50 Ways to Write With Roy Peter Clark (WWTWRB-07)
9/30/2007

ONLINE SEMINAR: Writers at Work: A Process Approach, with Chip Scanlan
10/15/2007

quarta-feira, setembro 13, 2006

PROXIMIDADES Chavela Vargas

O CINEMA DE ANIMAÇÃO E NÓS

Fico com vontade de ir ao Porto, neste dia.
DIA MUNDIAL DA ANIMAÇÃO

O dia 28 de Outubro, dia Mundial da Animação, é comemorado na Casa da Animação , sob a patente nacional. Seis são as curtas-metragens em ante-estreia, com a presença da Direcção do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia, para celebrar este evento e ver as obras por esta Instituição financiadas.

São elas:

* A Noiva do Gigante - Nuno Amorim
* Jantar em Lisboa - André Carrilho
* Sem Dúvida Amanhã - Pedro Brito
* O Turno da Noite - Carlos Fernandes
* Histórias de Molero - Afonso Cruz
* A Culpa - Irina Calado

E assim se faz história e animação em Portugal.

Mais informaçãoes: mail@casa-da-animação.pt ,

Casa da Animação
enviado pelo departamento de Comunicação Social da Casa da Animação
Manuela Lima

terça-feira, setembro 12, 2006

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL

Nani, mais um jogador que saiu da escola de Alvalade. Figo, Cristiano Ronaldo, Futre, Simão Sabrosa e quantos mais virão? Espera-se que hoje ponha nervosa a defesa italiana.

A TELEVISÃO E NÓS

segundo a ATV

Gato Fedorento
o melhor da RTP
Câmara Café
o pior da RTP

Into the west
o melhor da SIC
Prolonnnnngamennnnnto de Belíssima
o pior da SIC

Quem quer ganha
o melhor da TVI
Fiel ou infiel?
o pior da TVI

In Público de hoje

A RÁDIO E NÓS

COOPERAÇÃO ENTRE RÁDIOS

“Cooperação entre Rádios” é o tema de mais um seminário da APR (Associação Portuguesa de Radiodifusão), dia 21 de Setembro, às 15 horas no auditório de Ciências da Comunicação da UAL (Universidade Autónoma de Lisboa).

O seminário tem por objectivo ”lançar a discussão em torno de uma matéria de grande interesse e com bastante potencial para os operadores do sector” e pretende ser “uma oportunidade única para conhecer de perto exemplos de projectos de cooperação entre rádios, com resultados bastante positivos para todos os envolvidos” no campo da cooperação.

Participam: João Paulo Faustino, doutorando em Media Management e Visiting Researcher da Jonkonping International Business School na Suécia e especialista na área dos Media; Luís Mendonça, director da Rádio Universidade Marão e vice-presidente da APR; Manuel Pinto, director da Rádio Ansiães.

Este encontro destina-se não só aos operadores de radiodifusão, mas também a todas as entidades relacionadas com o sector, à comunicação social e a todos os interessados nesta matéria, nomeadamente os estudantes das áreas de comunicação social e das novas tecnologias.

O auditório situa-se no pólo da Boavista da UAL, Boqueirão dos Ferreiros (entre a rua da Boavista e a rua D. Luís I), perto do Cais do Sodré, em Lisboa.

Links relacionados
RádioLab
APR



recebido de João de Sousa/UAL

segunda-feira, setembro 11, 2006

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL

O estádio do Braga, construído numa pedreira. O mais conhecido arquitecto brasileiro da actualidade, Mendes da Rocha, disse ser " a obra em construção mais bonita do mundo". Público, 22-11-2003.

ESTÁDIO DO BRAGA
Originally uploaded by maos.

O JORNALISMO E NÓS Provedorias no DN

A crónica de hoje intitula-se Erros surpreendentes

PROXIMIDADES Outra vez Marisa Monte, ontem, Lisboa

FALAR DE IMAGENS Arquivos

Recebi um e-mail de Rute Moura:

Estive presente na conversa sobre a imagem que organizaram na Almedina no passado dia 7 de Setembro. Gostei do que ouvi apesar de achar, que faltou a presença de alguém ligado ás bibliotecas. Tenho a certeza que acrescentaria detalhes muito importantes à conversa.

Mas escrevo-lhe porque fiquei bastante curiosa com o filme Natureza Morta, gostava de o ver, mas depois de algumas pesquisas, verifico que já não está nos cinemas. Pode facultar-me alguma informação de onde posso ver o filme ou o contacto da realizadora Susana Dias?


Já tratei de põr em contacto Rute Moura e Susana Sousa Dias. E esta sugestão é pertinente. Aliás, no período de planeamento contactei um documentalista mas a presença não foi possível. É verdade que vale a pena continuar o debate e alargá-lo a outros intervenientes.

O JORNALISMO E NÓS Novo Expresso

No Instante Fatalblog do Luiz Carvalho, fotógrafo e editor do Expresso, pode ver algumas imagens das horas que antecederam a saída do Expresso em novo formato. Marcam presença Pinto Balsemão, alguns dos principais redactores e "nuestros hermanos".