PORTUGAL SERÁ� MELHOR

  • - se a casa de Aristides de Sousa Mendes fôr reconstruída para um projecto ligado com a sua vida
  • - se houver mais locais para pôr as mãos na massa
  • - se cada um de nós Ler +
  • - se cada um de nós respeitar os passeios como lugar de trânsito dos peões, sobretudo dos que têm menos mobilidade
  • - se for mandado para as urtigas o princí­pio, muito vulgarizado: Tudo pelos amigos, nada pelos inimigos. Aos outros aplica-se a lei. É mais simples e justo se a todos se aplicar a lei.

POR UM JORNALISMO MELHOR

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quinta-feira, agosto 31, 2006

AS IMAGENS E NÓS Tome nota

O SOM NUM FILME DE ANIMAÇÃO

O som é, sem dúvida, uma das partes principais de uma obra de animação. Poucos são os profissionais, no nosso país, a fazê-lo, mas existem e bons.

No próximo mês de Novembro (dias 24, 25 e 26) a Casa da Animação realiza um Workshop subordinado ao tema "O Som no Cinema de Animação", orientado por Paulo Curado. Flautista, Saxofonista, Improvisador, Compositor. Nesta última faceta tem trabalhado para teatro, dança, cinema de animação e música para crianças. Na área do cinema de animação compôs músicas para inúmeros filmes exibidos internacionalmente, tendo sido alguns deles premiados. É sócio da Produtora de Animação "Animais", desde 1997. E muito ficou por dizer...

O Curso é destinado a estudantes de artes, músicos, técnicos de som e ... curiosos na matéria. As inscrições são limitadas e estão já abertas aos interessados.

Para mais informações pode contactar através: mail@casa-da-animacao.pt


Recebido do Departamento de Relações Públicas e Comunicação Social da Casa da Animação Manuela Lima

PROXIMIDADES Joan Baez



OS MEDIA E NÓS O Independente

O Independente acabou.

The Economist escreveu no seu último número sobre a morte dos jornais. O texto, referindo embora os grandes problemas que a imprensa enfrenta, deixa uma mensagem de optimismo para o jornalismo de qualidade. E deixa entrever que a imprensa devia tentar compreender melhor o que os leitores querem.

The future of newspapers

Who killed the newspaper?

Aug 24th 2006
From The Economist print edition

The most useful bit of the media is disappearing. A cause for concern, but not for panic




"“A GOOD newspaper, I suppose, is a nation talking to itself,” mused Arthur Miller in 1961. A decade later, two reporters from the Washington Post wrote a series of articles that brought down President Nixon and the status of print journalism soared. At their best, newspapers hold governments and companies to account. They usually set the news agenda for the rest of the media. But in the rich world newspapers are now an endangered species. The business of selling words to readers and selling readers to advertisers, which has sustained their role in society, is falling apart (see article).

Of all the “old” media, newspapers have the most to lose from the internet. Circulation has been falling in America, western Europe, Latin America, Australia and New Zealand for decades (elsewhere, sales are rising). But in the past few years the web has hastened the decline. In his book “The Vanishing Newspaper”, Philip Meyer calculates that the first quarter of 2043 will be the moment when newsprint dies in America as the last exhausted reader tosses aside the last crumpled edition. That sort of extrapolation would have produced a harrumph from a Beaverbrook or a Hearst, but even the most cynical news baron could not dismiss the way that ever more young people are getting their news online. Britons aged between 15 and 24 say they spend almost 30% less time reading national newspapers once they start using the web. (...)

"

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL

A reserva natural das Berlengas

Berlengas 8
Originally uploaded by Estranh0.

quarta-feira, agosto 30, 2006

AS IMAGENS E NÓS Falar de imagens

Faltam 8 dias para a primeira conversa, no Atrium Saldanha.

Folhetoexterior

AS IMAGENS E NÓS Os bastidores da SIC

Segundo o DN a Sic vai estrear proximamente um programa sobre os bastidores da própria televisão. O programa será apresentado por Bárbara Guimarães e por Ricardo Pereira. Vou ver com a maior atenção pois, se for bem feito e não deixar de fora os bastidores da informação, a SIC marcará pontos em relação ao serviço público, mas também em relação ao Ministério da Educação, sempre amorfo e inerte numa questão decisiva: a educação para os media. A educação para a imagem implica que se fabriquem imagens a explicar como outras imagens foram feitas. Veremos se o programa resvala ou se estrutura de um modo que dê aos espectadores chaves para compreender como as imagens são construídas. Veremos...

OS MEDIA E NÓS Daniel Ockrent

Recebi hoje o livro de Daniel Ockrent, primeiro provedor do New York Times.
Daniel Ockrent

O livro começa com a transcrição de uma frase de Humphrey Bogart para Mary Astor, no filme, O Falcão Maltês, que, segundo o autor, foi citada num e-mail que um leitor lhe enviou:"If they hang you, I'll always remember you." Há quem fale do baixo nível cultural dos americanos. Este exemplo não parece confirmar, bem pelo contrário.

O cargo de provedor (public editor) foi criado no primeiro dia em que um novo director do NYT, Bill Keller, iniciou funções, em Julho de 2003. O jornal tinha sido abalado por uma série "journalistic crimes" cometidos por Jason Blair. O cargo de provedor da imprensa já é conhecido nos EUA desde os anos 60, mas o NYT tinha sempre considerado que a representação dos leitores era feita pelos próprios editores. Até que...

O livro está agora à espera de uma tradução portuguesa, sendo quase certo que Daniel Ockrent estará, em Maio de 2007, em Portugal.

AS IMAGENS E NÓS Tome Nota

cultura massa

Os problemas do estudo da cultura de massas começam pela própria designação. O que são, ou quem são, as massas? Trata-se do povo? Nesse caso, porquê cultura de massas e não cultura popular? Trata-se, antes, da indústria da cultura? Então, qual o papel das massas na sua definição? Entre a cultura popular e as indústrias culturais onde parece oscilar a definição de cultura de massas, a abordagem a que esta é sujeita atravessa as manifestações aparentemente mais espontâneas da vida social e as formas de inculcação mais sofisticadas, os consumos com que se cria o gosto e o senso comum, por um lado, e os mecanismos de produção, por outro.

A cultura de massas, antes de qualquer definição mais rigorosa, parece portanto ser um ponto óptimo para encarar a dimensão política e económica da cultura. Nos processos de massificação jogam-se, simultaneamente e em relação, o alargamento do mercado capitalista, a intensificação do poder do Estado e, no campo mais especificamente cultural, a percepção da autonomia individual e o fortalecimento da capacidade em criar consensos. Ou seja, tal como nos outros campos onde se desenrolam os processos estruturantes daquilo a que chamamos modernidade, na cultura de massas coexiste a aspiração à liberdade e ao prazer, por um lado, e o fortalecimento da capacidade das grandes disciplinas homogeneizadoras.

O primeiro painel deste workshop organiza-se em torno do papel da imprensa e dos jornalistas, na transição do século XIX para o século XX, numa das mais precoces manifestações de uma emergente indústria cultural e um importante local de cruzamento entre o alargamento do mercado capitalista, o fortalecimento da capacidade de criar consensos, o desenvolvimento da noção de espaço público e o surgimento desse novo actor social, o intelectual. O segundo painel aborda a construção e consolidação de alguns espectáculos modernos, como a música, o cinema e o futebol, pensando a sua capacidade de atrair e gerar públicos e consumos massificados, bem como novos hábitos sociais e culturais. Finalmente, o terceiro painel aborda as formas de recepção e apropriação que romperam de algum modo o alcance homogeneizador daqueles mecanismos de produção cultural.

De certo modo, este workshop é um pequeno balanço das discussões que tiveram lugar durante o I Seminário sobre Cultura de Massas, também organizado pelo Instituto de História Contemporânea da UNL e pelo Centro de Estudos Interdisciplinares do século XX da Universidade de Coimbra, na FCSH/UNL, em 2005/2006. Este seminário serviu de espaço de reflexão teórica e definição metodológica em torno do estudo da cultura de massas, por um lado, bem como, por outro lado, de apresentação pública de um conjunto de estudos parcelares em torno dos mecanismos de massificação cultural que possam vir a abrir caminho ao desenvolvimento de uma História da Cultura de Massas em Portugal no Século XX.

Oportunamente, será divulgado o programa do II Seminário sobre Cultura de Massas, que decorrerá na FCSH/UNL entre Outubro de 2006 e Maio de 2007 (coordenado por Tiago Baptista: trbaptista@gmail.com).

terça-feira, agosto 29, 2006

PROXIMIDADES Bob Dylan

AS IMAGENS E NÓS Falar de imagens

É já na próxima semana,no dia dia 7 de Setembro, 5a feira, às 19h, na Livraria Almedina, Atrium Saldanha, em Lisboa

Folhetoexterior

FALAR DE IMAGENS: Os arquivos de televisão e de cinema

Qual o estado dos arquivos de imagem, sobretudo os de televisão e de cinema? Os cidadãos que querem consultar imagens como podem aceder aos arquivos? Que semelhanças e diferenças existem com os livros e o acesso público nas bibliotecas? Que obstáculos há que ultrapassar para proporcionar maior acessibilidade e uso das imagens?

Com
Ana Machado, jornalista do Público
Estrela Serrano, investigadora e membro da ERC
Fernando Alexandre, director do Arquivo da RTP
Susana Sousa Dias, realizadora


Falar de Imagens
é um diálogo com criadores e utilizadores de imagens. Os modos de estas serem fabricadas, os contextos em que nascem e são divulgadas, as utilizações que delas fazemos serão alguns aspectos desta reflexão. A sua leitura será também proposta com exemplo concretos sempre que possível. As imagens estão por todo o lado. A reflexão deve ser sua companheira.

Organização:
José Carlos Abrantes e Livraria Almedina
Local: Livraria Almedina
Atrium Saldanha, Saldanha, Lisboa
Às 19h

segunda-feira, agosto 28, 2006

PROXIMIDADES Beatles

OS MEDIA E NÓS Provedorias no DN

A minha crónica de hoje no DN intitula-se Desconfiar das imagens

Uma imagem pode evocar, com mais ou menos propriedade, o real que a inspirou.

domingo, agosto 27, 2006

OS MEDIA E NÓS A imprensa e os leitores

No Blog do Noblat um post de hoje, domingo, acaba assim:
“O que se passa com a imprensa em Brasília se repete com a imprensa da maioria esmagadora dos Estados e ganha dimensões de escândalo principalmente em período eleitoral.
Temos uma imprensa atreladada a poderosos grupos políticos e econômicos e que a eles presta vassalagem em primeiro lugar. São eles que a sustentam - não os leitores.
É por isso que esse tipo de imprensa pode se dar ao luxo de vender tão poucos exemplares. Ela atrai mais anúncios pelo que deixa de publicar do que pelo que publica.”

Será que a explicação também é válida para Portugal?

OS MEDIA E NÓS Provedorias no Público

Não há almoços grátis Parte III é o título do texto de hoje do provedor do Público.

OS MEDIA E NÓS Provedorias na RDP

Na RDP está quase a surgir o programa semanal do provedor do ouvinte (dia 9 de Setembro). O DN entrevista José Nuno Martins.

"O horário da 13.00 de sábado parece-lhe o mais conveniente?

Não sou director de programas. Se fosse, o horário era outro, porque um programa desta natureza não se deve esconder, deve antes orgulhar a estação que o transmite. Tenho pena que não seja repetido, porque nenhuma estação tem todos os públicos a ouvir no mesmo horário."

sábado, agosto 26, 2006

PROXIMIDADES Neil Young

AS IMAGENS E NOS Imagens em citação

“Aos olhos do antropólogo, o homem não aparece como o dono das suas imagens, mas – o que é completamente diferente – como o “lugar das imagens” que ocupam o corpo; ele é entregue às imagens que produz, ainda que não cesse de as querer dominar (Belting, p.18). ”


BELTING, H., Pour une anthropologie des images, Paris, Gallimard, 2004 (1ª edição em língua alemã em 2001).

quarta-feira, agosto 23, 2006

AS IMAGENS E NOS

"ATÉ TOM E JERRY VÃO TER DE DEIXAR DE FUMAR...
Kathleen Gomes
Cenas com fumadores no clássico desenho animado vão ser apagadas, depois de um espectador britânico se ter queixado que não eram apropriadas para as crianças. Não é a primeira vez que isto sucede em BD ou animação: Lucky Luke teve de trocar o cigarro por uma palhinha e um filme de Tex Avery viu uma caixa de cigarros habilmente trocada por um colar de pérolas..."
No Público de hoje



Seria legítimo que agora se começassem a apagar as imagens que evocam os deuses da mitologia da antiguidade só por que os tempos são diferentes? Será que as imagens originais vão ser conservadas? Não seria mais sensato não exibir os filmes que fossem actualmente mais controversos?

terça-feira, agosto 22, 2006

AS IMAGENS E NÓS

Morreu Joe Rosenthal, o fotógrafo de Iwo Jima.

OS MEDIA E NÓS Provedorias no DN

A crónica publicada no DN, a 21 de Agosto, intitula-se Escolhas dos media
José Carlos Abrantes

É diferente um assunto ser tratado em primeira página ou nas páginas interiores, com a ilustração de um cartonista reconhecido ou sem apoio de qualquer imagem.

domingo, agosto 20, 2006

OS MEDIA E NOS

O DN destaca também o Provedor de televisão, que, brevemente terá um programa no ar. "Ter um provedor é uma protecção à qualidade", diz Paquete de Oliveira.

ROTEIROS DA MEMORIA

O DN faz hoje o seu tema sobre este assunto, sem esquecer Santa Comba Dão com mobilização de sinal contrário.

Também muito interessante a análise de Vasco Pulido Valente no Público sobre o papel da geração de 60. Memórias que se completam.

1001 RAZOES para gostar de Portugal

Alguns telhados de Lisboa

Roof
Originally uploaded by Graça Vargas.

sexta-feira, agosto 18, 2006

1001 RAZÕES PARA GOSTAR DE PORTUGAL

Paula Rego

Paula Rego, uma pintura que destabiliza. Agora ainda há mais razões para gostar de Paula Rego: Cascais acolhe-a e Souto Moura vai pensar um edifício para as suas obras. Mais: Paula Rego quer áreas de atelier para a infância, no interior e no exterior. Será que é preciso vir de Londres para perceber como estes espaços são escassos, em Portugal?

ver Pôr as mãos na massa

AS TECNOLOGIAS E NÓS

Saiba o que é o SHIFT

"SHiFT é uma reunião, um acontecimento, um encontro de pessoas.
SHiFT serão workshops, apresentações, demonstrações, reuniões e conversas.
SHiFT será sobre novos serviços centrados nos utilizadores, será sobre novos movimentos sociais e tecnologias que podem melhorar as nossas vidas.

Esperamos que a SHiFT nos ajude a pensar colectivamente sobre o presente e nos revele um pouco do que o futuro nos reserva. O único objectivo da SHiFT é a promoção do diálogo entre os participantes, pessoas com diferentes perfis profissionais, diferentes culturas. O que significa que estamos todos convidados."

quinta-feira, agosto 17, 2006

PROXIMIDADES

Um acaso levou-me ao Inconfidências. Li com agrado sobre Barcelona e depois os olhos e os ouvidos caíram nisto:


IMAGENS EM CITAÇÃO

“L’oeil human perd peu à peu la plupart des propriétés importantes qui ont été les siennes au cours de l’histoire ; celles-ci s’effacent désormais devant des pratiques ou les images visuelles ne renvoient plus à la position occupée par l’observateur dans le monde “réel” qu’il percevrait selon les lois de l’optique. Si tant est que ces images renvoient à quelque chose, c’est à des millions de bits d’information électroniques et mathématiques.”


CRARY, J., L’art de l’observateur: Vision et modernité au XIX ème siècle, Nîmes, Éditions Jacqueline Chambon, 1994.

Jonathan Crary ensina História da Arte na Universidade de Columbia.

Vale a pena ver o site Origins of Modern Visual Culture, assinado por este professor e investigador.


Capa
Originally uploaded by abrantes.

O DOCUMENTÁRIO E NÓS

Documenta Madrid 2007

DOCUMENTA MADRID 2007


IV International Madrid Documentary Festival
From May 4th through May 13th


Registration is to be done ONLINE at the festival webpage www.documentamadrid.com Documenta Madrid 2007
Deadline for submissions: December, 31th

1001 RAZÕES para gostar de Portugal

O Jardim Tropical, em Lisboa


Black Beauty
Originally uploaded by Graça Vargas.

PROXIMIDADES

1001 RAZÕES para gostar de Portugal

O café Império, em Lisboa. Esperamos que consiga vencer a televisão e a internet, o que não é tarefa fácil.

AS IMAGENS E NÓS

Hoje, o DN, assinala que as gravações originais da primeira viagem à Lua se extraviaram. Mesmo nos EUA e em sistemas muito profissionalizados se revela algum descuido no arquivo das imagens. Seria possível que o mesmo acontecesse com livros raros?

A TELEVISÃO E NÓS

Hoje, Ana Maria Caetano, filha de Marcelo Caetano, será a entrevistada de Judite de Sousa. A televisão também se inscreve nos roteiros da memória.

RTP1, 22h 45m

ROTEIROS DA MEMÓRIA

Hoje, no Público, pode ler-se um extenso mas invulgar artigo de Vasco Pulido Valente sobre Marcelo Caetano. Eis um interesssante pormenor desse relato, talvez esquecido ou ignorado por muitos:

"Recebido "cortesmente" por um general à paisana, Marcelo assistiu inerme à passividade da GNR, enquanto o MFA tomava conta de Lisboa e o povo vinha espontaneamente para a rua. Chamou o ministro do Interior, César Moreira Baptista. Pediu pateticamente à Legião que combatesse. Tentou encontrar, e não encontrou, o Presidente da República. E, no fim, quando milhares de manifestantes se juntaram no Largo do Carmo concebeu mesmo o plano de os massacrar, fazendo descer uma unidade da GNR da Pedro V e subir outra do Camões para os "colher entre dois fogos". Lisboa inteira ouviu, em aberto, pela rádio os comandantes da GNR decidirem desobedecer a essa ordem criminosa. Curiosamente, Marcelo continuava no Brasil orgulhoso com a matança inútil que tentara perpetrar, muito indignado com o recuo da Guarda e sem a mais vaga consciência de que escapara por pouco à condenação e infâmia universal.

quarta-feira, agosto 16, 2006

A RÁDIO E NÓS

O PROVEDOR DO OUVINTE terá voz a 9 de Setembro

O Público assinala hoje esse início. Eis a informação que consta do site da RDP relativa a este início

"O Provedor do Ouvinte está a preparar o início da emissão regular do Programa do Provedor do Ouvinte, que será exibido, em horários a definir logo que possível, através de todas as Estações do Serviço Público de Radiodifusão .

Para tanto está agora a montar-se internamente o dispositivo orgânico suficiente para acolher, registar e tratar todo o Correio dos Ouvintes: só depois de armada uma leve estrutura com base num máximo denominador comum, poderemos partir então para a Produção regular do Programa do Provedor do Ouvinte.

Esse Programa, que será realizado e apresentado pelo dr. José Nuno Martins, irá reflectir o tratamento dos casos mais significativos em cada semana trazidos à apreciação do Provedor pelos Ouvintes.

Mas, além da voz do Ouvinte , o Provedor também ouvirá a perspectiva do Autor, do Editor ou do Jornalista visados, da mesma forma que poderá chamar à colação a opinião de Especialistas, do Director de Programas, ou do Animador do Programa em questão, antes de anunciar a sua própria decisão sobre a matéria em análise.

Temos mantido contactos com profissionais cujo contributo para a preparação e realização dos Programas semanais do Provedor, é considerado útil.
Prevê-se que o primeiro Programa seja emitido em estreia, na Antena 1, a 9 de Setembro, Sábado, às 13:07h, sendo depois reexibido em todas as Estações do Serviço Público em horários a anunciar."

O DOCUMENTÁRIO E NÓS

Revista documentario

Chama-se docs.pt, Revista de Cinema Documental. É semestral e este é o número 3, de Junho 2006. É publicada pela Apordoc, Associação pelo Documentário. Boa qualidade estética e gráfica são acompanhadas por uma característica rara: os textos têm uma versão em inglês, além da portuguesa, o que facilitará a sua inserção fora do país. Li o diálogo de Sérgio Trefaut com Manuel Villaverde Cabral a propósito do filme Lisboetas. E sublinho o melting pot do realizador, em consonância com o título deste blogue.

"(...) Para mim, o mais importante é reivindicar a beleza do melting pot. Portugal é um país muito mais interessante, vivo e rico após essa vaga de imigração. Sinto que um país narcotizado ganhou alguma vida."

terça-feira, agosto 15, 2006

MESTIÇAGENS

Este blogue nasceu de três blogues diferentes:

a) As Imagens e Nós,
b) Os Media, o Jornalismo e Nós
c) 1001 Razões para Gostar de Portugal.

Por isso as mestiçagens do título. Nele tentarei manter a ideia da relação com as imagens, com os media, com o jornalismo. Nele tentarei incluir razões para gostar de Portugal, deixando, salvo em casos excepcionais, o trabalho de carpideiras para quem tem mais vocação. Mas as mestiçagens não têm esta razão única, derivada do pragmatismo.

Em geral, não sei reconhecer a pureza das coisas. Gosto pouco de compartimentos, mesmo dos que são fruto da organização do saber. Sei que parte dos progressos se devem à especialização, mas considero que os saberes também evoluem sempre que se misturam.

Lembro que os que quiseram instaurar a pureza da raça, no século XX, dizimaram, sem piedade, outros seres humanos. E também tenho presente que os purismos de todas as revoluções excluíram rapidamente as diferenças, liquidaram opositores, por vezes massivamente, querendo construir paraísos sem se dar conta dos infernos que neles continham.

Sei que o cinema e a televisão são imagens, mas também palavras e sons. Que a fotografia são imagens mas também papel ou dígitos de programas de computador. Que a internet integra todo os suportes de palavra, de imagens, de sons.

Sei que a vida das pessoas é feita de sentimentos nobres mas também de pequenas ou grandes faltas.

Tenho consciência que as pequenas coisas podem ser mais significativas do que muitas das grandes coisas que nos acontecem.

Recordo que algumas sociedades devem parte da sua vitalidade à capacidade de integrarem todas as raças, todas as sensibilidades, todos os pensamentos.

Sei que há coisas que se misturam sem que saibamos porquê. Neste caso, julgo saber. Aceito a sua inevitabilidade e sigo-a. Enquanto durar...